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184 casos de paludismo e um morto: Santa Catarina de Santiago com dois casos importados da Praia 10 Setembro 2017

O número de casos confirmados de paludismo importado da Cidade da Praia para o concelho de Santa Catarina, interior de Santiago, subiu para dois, segundo confirmou, hoje (09), a responsável da brigada anti-larval, Madalena Monteiro. A Capital é a região mais afectada com 170 dos 184 casos registados em Cabo Verde, mas o surto da doença já provocou um morto em S.Vicente, mesmo não dispondo de muitos afectados como na Praia.

184 casos de paludismo e um morto: Santa Catarina de Santiago com dois  casos  importados da Praia

Em entrevista à Televisão de Cabo Verde (TCV), a enfermeira Madalena Monteiro explicou que após a notificação, actuaram de imediato, considerando a situação de “estável”.

Apesar de ter registado apenas dois casos de malária, a responsável apontou como “maior preocupação” a questão dos pardieiros abandonados na cidade de Assomada, que, conforme ela, constituem um autêntico viveiro dos mosquitos.

Jogando-se na prevenção, Madalena Monteiro pede a intervenção urgente da autarquia local para pôr cobro à situação reinante no concelho. Uma medida que, conforme respondeu o vereador do Saneamento e Ambiente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Vladmir Brito, vai ser tomada dentro em breve.

O autarca fez saber ainda que vão trabalhar com outras entidades para que juntos possam “atacar” os focos dos mosquitos causadores do paludismo no concelho.

A Delegacia de Saúde de Santa Catarina tem, por seu ado, em acção o seu plano anual de Pulverização em todas as escolas, jardins infantis e nas instituições e ainda em zonas consideradas de risco.

Na cidade de Assomada, o último caso de paludismo autóctone foi registado em 2014, e em 2016 foram contabilizados outros cinco importados e este ano dois casos importados do Concelho da Praia.

A fazer fé nas autoridades sanitárias, em Santa Catarina o primeiro caso de paludismo registado ocorreu, segundo noticiou a Inforpress, na localidade de Ribeira da Barca, a uma criança de sexo feminino. Esta tinha estado de férias na Cidade da Praia onde contraiu a doença - Capital foi o sitio mais assolado pelo surto da doença, com o registo de mais de 170 casos, sendo 14 importados dos países endémicos.

Em termos gerais, Cabo Verde registou, desde o início deste ano e até última quinta-feira, um total de 184 casos de paludismo. Os números são os mais altos registados desde 1991 no país, segundo dados do Ministério da Saúde. Em S.Vicente, há registo de um morto com a chegada da doença à ilha, apesar de ainda ali existir poucos casos, em comparação com a situação reinante na Capital.

É de salientar que o paludismo é uma doença provocada por um parasita que afecta o ser humano através de picadas de certos mosquitos. A doença, que é também conhecida por malária, provoca febre, cefaleias (dores de cabeça), tosse, fraqueza muscular, vómitos, problemas hepáticos e renais, alterações no sistema nervoso central e outros transtornos que podem levar à morte. Por isso, todo o cuidado é pouco nesta época das chuvas, que favorece o desenvolvimento de mosquitos e consequentemente da doença.

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