ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

22,5% das famílias cabo-verdianas não têm acesso a uma sanita 19 Novembro 2016

O "Inquérito Multi-Objetivo Contínuo do INE", referente a 2015, revela que a percentagem da população com acesso a instalações sanitárias melhoradas aumentou de 38,7% para 77,4%, entre 2000 e 2015. No entanto, ainda 22,5% das famílias não têm acesso a uma sanita. Hoje, sábado, assinala-se o Dia Mundial da Casa de Banho, também conhecido como o Dia Mundial da Sanita, oficialmente reconhecido pelas Nações Unidas em 2013, para alertar a população para o facto de mais de 2,4 mil milhões de pessoas não terem acesso a uma casa de banho limpa, segura e privada e para destacar a importância do saneamento básico para a saúde global.

 22,5% das famílias cabo-verdianas não têm acesso a uma sanita

Os dados do Inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que o ODM - Objectivo de Desenvolvimento do Milénio relativo ao acesso ao saneamento básico foi alcançado. No país grande parte das infraestruturas sanitárias foram investimentos realizadas pelo Governo e os seus parceiros.

A nível dos municípios, São Miguel, Ribeira Grande de Santiago e Santa Cruz (em Santiago) são os que apresentam menores taxas de acesso às instalações sanitárias por parte das famílias. Persistem ainda disparidades de género, as famílias chefiadas por homens têm maior acesso ao saneamento do que as famílias chefiadas por mulheres (79.5% contra 75.1% das mulheres).

De ressalvar que nos meios peri-urbanos, e sobretudo nos meios rurais, a adesão à utilização de casas de banho quando estas existem não é total. A falta de água e produtos de higiene para manter a casa de banho, instalações sanitárias sem concepção focada na poupança de água, o hábito (dificuldade em se adaptar à sanita entre outras), falta de conhecimento do ciclo de contaminação fecal-oral e baixo grau de priorização da casa de banho são as principais causas para a fraca utilização das casas de banho.

Dados da UNICEF apontam que mais de 7.500 pessoas morrem diariamente por falta de saneamento. Destas, 5.000 são crianças com menos de 5 anos, vitimadas pela diarreia causada por águas poluídas e más condições sanitárias.

A cada dois minutos uma criança morre por falta de água e de condições de higiene sanitária; mais de 60 milhões de crianças nascem em casas sem saneamento; 272 milhões de dias de escola são perdidos por ano devido a doenças relacionadas com o saneamento e mais de mil milhões de pessoas ainda defecam ao ar livre.

A ONU estima que melhorar o saneamento e construir mais casas de banho salvaria milhões de vidas em todo o mundo e acabaria com uma importante fonte de desigualdades.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau