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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

5 Julho: Cabo Verde Nha Amor, Nha Fé, Nha Luta 05 Julho 2015

Hoje o povo de Cabo Verde celebra o seu maior feito: a independência nacional. O lema escolhido para a comemoração “Cabo Verde Nha Amor, Nha Fé, Nha Luta”, espelha a determinação com que um povo todo inteiro içou a sua bandeira no mundo para mostrar que sim, podemos! E hoje, 40 anos depois, dizemos em uníssono: valeu a pena. Independentemente dos percalços, dos desvios e opções sempre polêmicas, esse Cabo Verde de 40 anos orgulha a todos os seus filhos, quanto mais não seja porque viram o seu amor incondicional fazer milagres: transformaram um país em que ninguém acreditava numa obra colectiva que surpreende o mundo, quase um milagre. Mas, a seriedade, a determinação e o amor cabo-verdianos não seriam suficientes se países amigos como Portugal, Suécia, Cuba, Estados Unidos da América, Rússia, Luxemburgo, França, Espanha, China, e tantos e tantos países amigos não nos tivessem dado a mão, num gesto de confiança na nossa capacidade de transformar as pedras e a seca em pão. E hoje, orgulhosamente, exibimos um país florido com barragens,estradas asfaltadas, água dessalinizada, energia do sol e do vento e somos um dos primeiros de África em saúde, educação, novas tecnologias de informação....e por aí adiante. Hoje, 5 de Julho, dia em que o cabo-verdiano, no país e na diáspora, une-se para revivificar a esperança, asemanaonline revive alguns momentos marcantes da história de um povo que continua a driblar o destino de um país improvável para mostar que a força animica, o trabalho e o amor podem mais do que diamantes, ouro ou petróleo. Afinal, aprendemos com o vento a bailar na desgraca e a nossa força chega das montanhas estranha e silenciosamente musicais. A "semanaonline" mostra este país que 40 anos depois se orgulha da sua obra.

5 Julho: Cabo Verde Nha Amor, Nha Fé, Nha Luta

Depois das inaugurações e de uma grande noite cultural no Estádio da Várzea, hoje o 05 de Julho festeja-se o com uma noite de compositores – de antes e depois de 1975 - e com uma homenagem póstuma aqueles que melhor souberam contar ao mundo a épica de um povo único que, de pequenas ilhas espalhadas no meio do Atlântico, quis Ser

Uma actuação de DJs até ao raiar do sol na Praia da Gamboa traz a memória o improvável 5 de de Julho que o povo desembocado nas ruas jurava que já construir quando tinha como única certeza o amor incondicional ao país que iria nascer.

E como Deus deve continuar a ajudar, para as 9 horas está agendada uma missa de Acção de Graças. E em momento deposição da coroa de flores no memorial Amílcar Cabral. A sessão solene na Assembleia Nacional renova os votos da Independência, pronunciados naquele dia de 5de Julho de 1975.

A tarde acontece o "Desfile Cabo Verde", com parada militar, desfile de organizações da sociedade civil e da Administração Pública na Avenida Cidade de Lisboa, Praia.

Emprestamos as palavras do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que escreveu"...renovo a minha grande confiança na capacidade e na tenacidade com que as mulheres e os homens, nas queridas ilhas e na diáspora, engrandecem, no seu quotidiano, esta Pátria de Cabral, de canizado e bandeiras, de Eugénio Tavares e Cesária Évora, de pedaços do universo muitos, de morna e de funaná, de poesia e dança, de teatro, de Sema Lopi, de Baltazar Lopes e Bana".

"... de caras e sorrisos vastos e lindos, de Arménio Vieira e de muitas cores, de enormes e misteriosos mares, de Travadinha, de Bibinha Cabral e de Djidjinho, de crenças, revoltas e volúveis montanhas, castanhas, roxas, verdes, esta Pátria de esperança e de fundo azul a bordejar o devir colectivo"

"Em Sal-Rei, em Brockton, na Ribeira de Craquinha, na Buraca e no Príncipe, na Cova de Joana e Achada Lagoa, no Morrinho, em Ponta Verde e Ponta do Sol, na Covoada e em S. Paulo, onde quer que haja a inscrição do nome, onde se vislumbrar um bocado de Cabo Verde...".

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