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Suécia: Político violado sob ameaça de arma branca é possível crime de ódio 17 Setembro 2017

A polícia sueca está a investigar um caso de violação sexual, relatado por um dirigente do Partido de Esquerda, Patrik Liljeglöd, que acredita que foi alvo de crime devido às suas convicções políticas, anunciou a agência sueca de notícias esta sexta-feira, 15.

Suécia: Político violado sob ameaça  de arma branca é possível crime de ódio

Patrik Liljeglöd convocou na quinta-feira, 14, uma reunião durante a qual apresentou o seu caso. Relatou que em fins de julho ao caminhar no fim do dia para casa, um desconhecido aproximou-se dele empunhando uma faca.

“Fui brutalmente agredido e também violado sob ameaça duma faca”, contou. Liljeglöd acrescentou que o seu agressor insultava-o com termos que parafraseou, tais como “Genitália de fêmea esquerdista” e “gente assim gosta é assim" e "são uns traidores”.

“As poucas palavras e frases proferidas por esse homem tinham uma ligação evidente com a minhas atividade política, e portanto afeta-nos a todos. Para mim, não é nada agradável estar aqui a contar-vos o que me aconteceu. Se pudesse, tinha enterrado este incidente no abismo mais profundo, para ninguém mais saber”, afirmou.

Dois meses depois, a polícia afirma estar a investigar mas que ainda não fez nenhuma detenção.

“Recolhemos elementos na cena do crime e enviámo-los para o Centro Nacional Forense, mas continuamos a aguardar os resultados “, disse um porta-voz da polícia.

“Se a análise determinar que existe uma ligação com a atividade política da vítima, então o caso será tratado como crime de ódio”.

Sob ameaça, políticos desistem

Segundo a agência sueca de notícias, a polícia começou em agosto a investigar denúncias feitas por vários políticos que dizem desistir da atividade política porque se sentem ameaçados.

Mas Liljeglöd escreveu esta quinta-feira, 14, na sua página no Facebook: “Nada é mais importante que a democracia, há pessoas que todos os dias morrem pelo direito à democracia que herdámos dos nossos pais que lutaram por esse direito, pelo que temos de continuar a lutar. E a lembrar isso a todos os cidadãos que esqueceram o porquê”.

Segundo estatísticas do centro sueco de prevenção do crime (Brå), 28 por cento dos políticos eleitos em 2014 denunciaram à polícia diversos tipos de ameaça de que foram alvo – assédio moral e físico, violência. Em 2012, a polícia tinha recebido 20% de denúncias.

A ministra sueca da Cultura e Democracia, Alice Bah Kuhnke, anunciou em agosto que a polícia tinha de priorizar os crimes contra a liberdade de expressão. A nova ação governativa visa, acrescentou a ministra, combater as ameaças específicas dirigidas a políticos, jornalistas e artistas.

“Jornalistas, artistas e eleitos trabalham com base na liberdade e nas oportunidades que decorrem da liberdade de expressão. Se são alvo de ameaça, também a liberdade de expressão está ameaçada”, concluiu a ministra.

Fonte: TT News Agency.

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