ECONOMIA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

AAC confirma autorizações à Binter Canárias 30 Maio 2016

A companhia aérea privada Binter Canárias já tem todas as autorizações para começar a realizar voos domésticos em Cabo Verde. Esta informação foi avançada num exclusivp ao Cifrão por uma fonte da AAC-Agência da Aeronáutica Civil. Já a Binter Canárias recusa-se, por ora, a prestar declarações sobre o assunto por “não dispor ainda de todos os dados”, alega.

AAC confirma autorizações à Binter Canárias

Esta notícia credibiliza as informações divulgadas pela imprensa internacional que apontam o início das operações domésticas da Binter Canárias para os próximos dois meses. O presidente da empresa, Pedro Agustin del Castillo, citado pelo jornal "Finanzas", garante que "a inter-conexão das ilhas de Cabo Verde está um pouco mais lenta do que pensávamos, uma vez que há alguns papéis por resolver, mas esperamos dentro de um mês e meio ou dois estar prontos para iniciarmos as rotas”.

O presidente explicava que que os voos inter-ilhas serão garantidos com dois aviões apenas – e não três, como foi de início anunciado. Os voos poderão acontecer todas as segundas, terças, sextas e domingos, ligando as ilhas de São Vicente, Santiago, São Nicolau e Boa Vista.

Quanto às doze rotas internacionais, Pedro del Castillo comentou que poderá haver crescimento dessa oferta. Assegura que o objectivo principal da Binter é consolidar as linhas que já tem, mas isso não significa desconsiderar a possibilidade de aumentar a frequência semanal de alguns voos.

De referir que a companhia investiu cerca de quatro milhões de euros no projecto que empregará 80 profissionais de Cabo Verde. O presidente da Binter explicou que o plano de expansão da empresa prevê a abertura de uma base operacional em Cabo Verde, que deveria ter começado a funcionar no fim de 2015, mas que foi adiada para o corrente ano.

“As ilhas de Cabo Verde são como as Canárias dos anos sessenta”, começa assim a descrição deste país pelo empresário da Binter. Refere o investimento espanhol em Cabo Verde “ onde estão instaladas diversas empresas espanholas de hotelaria e turismo, como a Riu e a Meliá”. “Para impulsionar o desenvolvimento do país, fazem falta ligações aéreas entre as ilhas para turistas e viajantes em negócios”, disse Pedro del Castillo ao jornal económico espanhol ‘Expansión’.

Destaca-se na enrevista que as ligações aéreas em Cabo Verde, quer interilhas, quer para o exterior, dependem em grande parte da companhia nacional TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde), empresa que se encontra numa situação económico-financeira muito complicada. Por isso, a entrada da Binter irá contribuir para melhorar e diversificar a oferta regional e também colmatar os constrangimentos na rede aérea comercial do país.

Por enquanto, o presidente desta companhia aérea privada não avança os preços das ligações interilhas, mas promete um tarifário atractivo, dentro daquilo que o mercado nacional permite. A Binter chegou a Cabo Verde em 2012, altura em que iniciou voos de ligação entre este arquipélago e as ilhas Canárias – duas vezes por semana.

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