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ANGOLA: CHIVUKUVUKU: COLIGAÇÃO SÓ COM MPLA MAIS PATRIOTA E MAIS SENSÍVEL AO CIDADÃO 21 Agosto 2017

O cabeça-de-lista da CASA-CE às eleições gerais angolanas de quarta-feira, Abel Chivukuvuku, disse hoje que só admitiria uma eventual coligação com um MPLA diferente do atual, com «mais patriotismo e, sobretudo, mais sensibilidade para com os cidadãos».

ANGOLA: CHIVUKUVUKU: COLIGAÇÃO SÓ COM MPLA MAIS PATRIOTA E MAIS SENSÍVEL AO CIDADÃO

Chivukuvuku, que falava à margem do comício de encerramento de campanha do seu partido, em Luanda, tinha admitido anteriormente uma «geringonça à angolana» com a restante oposição, mas não tinha descartado uma aliança, caso fosse necessário, com «um MPLA diferente» do atual.

Questionado pela Lusa sobre se se referia a um MPLA (no poder desde 1975) com líderes diferentes dos atuais (o presidente do partido, José Eduardo dos Santos, e o vice João Lourenço), Abel Chivukuvuku respondeu negativamente.

«O que conta não são as pessoas, o que conta são as atitudes, o compromisso com os cidadãos», disse o líder da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), acrescentando que o MPLA teria de demonstrar mais «patriotismo e, sobretudo, sensibilidade para com o cidadão».

Sobre as suas prioridades caso vença as eleições de quarta-feira, Abel Chivukuvuku apontou a necessidade de «usar os recursos do país em benefício de todos os cidadãos».

«Acabar com a corrupção, acabar com o desperdício. Acabar com a insensibilidade», disse o cabeça de lista da CASA-CE, que deixou ainda uma palavra para a grande maioria de jovens presente no comício da tarde de hoje.

«A maioria da nossa população é jovem. Quem quiser realizar Angola tem de apostar na juventude», realçou.

Abel Chivukuvuku também admitiu a possibilidade de os resultados de quarta-feira levarem a que as forças da oposição façam «uma coligação à angolana».

Essa fórmula pós-eleitoral tinha sido avançada pelo candidato da União para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva.

«Por Angola, pela mudança, temos de pôr todas as portas abertas», admitiu Chivukuvuku, classificando esse hipotético entendimento como uma «gerigonça angolana».

A UNITA conseguiu 18% dos votos nas últimas eleições gerais, em 2012, enquanto a CASA-CE atingiu os 6%. O cabeça-de-lista do MPLA, João Lourenço, tem reiterado os apelos ao voto e a uma maioria qualificada nestas eleições, afirmando que aquele partido é o único que pode garantir a estabilidade em Angola.

Angola vai realizar eleições gerais a 23 de agosto deste ano, às quais concorrem o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Partido de Renovação Social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e Aliança Patriótica Nacional (APN).

A Comissão Nacional Eleitoral de Angola constituiu 12.512 assembleias de voto, que incluem 25.873 mesas de voto, algumas a serem instaladas em escolas e em tendas por todo o país, com o escrutínio centralizado nas capitais de província e em Luanda, estando 9.317.294 eleitores em condições de votar.

A Constituição angolana aprovada em 2010 prevê a realização de eleições gerais a cada cinco anos, elegendo 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias do país (total de 90).

O cabeça-de-lista pelo círculo nacional do partido ou coligação de partidos mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do executivo, conforme define a Constituição, moldes em que já decorreram as eleições gerais de 2012. Fontes:Lusa com A Bola

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