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APU da Guiné-Bissau rejeita eleições organizadas pelo actual Governo 15 Outubro 2017

O presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU -PDGB), Nuno Nabian, acusou este sábado, 14, o Presidente e o Governo de "incompetência" e avisou que não vai aceitar que o primeiro-ministro organize as próximas eleições.

APU da Guiné-Bissau rejeita eleições organizadas pelo actual Governo

"Vamos dizer ao Jomav (como é tratado o Presidente no país) que esta intenção de adiar as eleições e ser o atual Governo a organizá-las não vai acontecer nunca. Custe o que nos custar isso não vai acontecer nunca", afirmou Nuno Nabian.

As eleições legislativas na Guiné-Bissau estão previstas para 2018 e as presidenciais para 2019. "Depois de nomear vários governos, o Presidente José Mário Vaz acabou por nomear o pior Governo e é este o ilegal e inconstitucional que o Presidente quer que organize eleições em 2019 ou 2020", afirmou, em conferência de imprensa, Nuno Nabian.

Em conferência de imprensa, Nuno Nabian assegurou que o Presidente guineense "está enganado" e que o actual Governo, liderado por Umaro Sissoco Embaló, "não vai organizar eleições no país e que fique claro para todo o povo" guineense.

"Não podemos hipotecar o futuro do nosso país por mais cinco anos com gente incompetente e intriguista e que não ama a Guiné-Bissau. Não vamos aceitar isso nunca", salientou.

Questionado sobre as tais afirmações, Nuno Nabian disse que já advertiu o Presidente da República de que "nenhum partido" vai aceitar as manobras já iniciadas, referindo-se à cartografia eleitoral, por considerar que o processo tem falta de transparência.

Diante disso, Nuno Nabian fez duras críticas ao Presidente José Mário Vaz e ao primeiro-ministro guineense, acusando-os de estarem a vender e a endividar o país, dando como exemplo, a privatização dos portos, a entrega de Bolama a uma empresa, que "ninguém sabe de onde vem".

A Guiné-Bissau, segundo Nuno, vai ter problemas no futuro e desde logo, alerta os dirigentes guineenses, salientando que o mundo está atento ao que se passa no país, desde a “entrada de dinheiro sujo, droga e armas”. C/Lusa

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