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Abidjan 2017: Marilson ficou no 4° lugar por diferença de 8 cm do 3° classificado 26 Julho 2017

O atleta cabo-verdiano Marilson Semedo (na categoria F 42- amputação do acima do joelho) realizou excelente prova, mas ficou arredado do título por 8cm de diferença em relação ao atleta, com uma deficiência de menor grau (F44- amputação do joelho para baixo) e, portanto com vantagem teórica sobre o nosso atleta. Ganhou a medalha de prata.

Abidjan 2017: Marilson ficou no 4° lugar por diferença de 8 cm do  3° classificado

De qualquer forma, Marilson dignificou o país e está por isso de parabéns. O atleta dos Camarões Atchoukeu Mbithé Aimé foi o vencedor com 37m29cm. O segundo lugar foi El Harti Abdel Hadji do Marrocos com 31m73cm. O Libanês Srour Ali obteve marca de 29m59cm.

Marilson ficou em 4° com 29m51cm. O atleta libanês registou 4 lançamentos bem-sucedidos contra 4 de Marilson.

A partir das 14H30 estavam para acontecer as duas últimas participações de Cabo Verde com Eskilson Nascimento e Eveline Sanches nos 200m.

Marilson desiludido com 4º lugar

No final da prova, Marilson Semedo mostrava-se claramente desiludido com o 4º lugar - medalha de Prata - pois acreditava que era possível conseguir a medalha de ouro. O treinador dele, Paulo Soares, fala em sentimento de “injustiça” pelo fato de a medalha de bronze ter sido atribuída ao atleta libanês, sem que se tivesse em conta o grau de deficiência de um e outro.

Em entrevista ao Facebook DGD, Marílson Semedo não escondeu a sua desilusão pessoal por ter ficado a tão pouca margem de uma medalha. “São oito centímetros e eu sei que posso fazer mais, ainda que a classificação (em termos de deficiência) não seja igual, mas eu dei o melhor que pude”.

Este realça a extensão muscular que sofreu num treino de levantamento de peso ontem e que, sobretudo nas primeiras três tentativas o apoquentou e impediu que estivesse na sua melhor forma. Marilson confessa que as dores lhe fizeram encarar a competição com alguma “desconfiança” mas sabe que “este não é o seu máximo” e não se conforma com o quarto lugar, ele que também conseguira um quarto lugar nos Jogos Africanos de Moçambique em 2011.

Também o seu treinador, Paulo Soares, sublinha a capacidade do atleta para fazer mais e melhor, já que a sua melhor marca nos treinos “estão entre 40 a 45 m”. No entanto, Paulo diz deixar a competição com um sentimento de injustiça perante a classificação do seu atleta, já que “normalmente nas provas do tipo é levado em conta o grau de deficiência de cada um” e o libanês levava vantagem neste aspeto, pelo que teriam de ter levado este aspeto em consideração por tão pouca margem. Kaunda Simas

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