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Africatur projecta “Marina da Gamboa” – Obra propõe valorizar antiga Alfândega da Praia 05 Junho 2016

A Africatur vai avançar, dentro em breve, com a construção da “Marina da Gamboa”. Estando já em consulta pública, trata-se de um projecto antigo que, depois de alguma readaptação, foi homologado pelo então ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território (MAHOT). A mudança (no projecto) está relacionada com o número de embarcações que a infraestrutura vai receber –: em vez dos 300 previstos serão 150 barcos. As razões para a diminuição da capacidade da marina não constam do plano, mas tudo indica que têm a ver com a projectada marina que irá servir o empreendimento “Ilhéu de Santa Maria”.

Africatur projecta “Marina da Gamboa” – Obra propõe valorizar antiga Alfândega da Praia

A necessidade de recuperar e valorizar o cais da antiga Alfândega da Praia, património histórico da ilha de Santiago, e melhor aproveitar o potencial turístico da cidade-capital, pesaram na decisão, pelo então Governo de José Maria Neves, de celebrar um contrato de concessão com a empresa Africatur para a construção de uma infraestrutura de apoio às actividades náuticas de recreio.

Uma outra meta, de acordo com a Africatur, é imprimir eficácia à marina, a localizar na Gamboa, e prepará-la para responder às novas exigências de desenvolvimento turístico. Tudo por causa da necessidade de se melhorar o nível de atracção de Cabo Verde como destino turístico internacional, com destaque para o seu posicionamento e afirmação no mundo. “Um dos objectivos principais é a avaliação e quantificação dos impactos das intervenções propostas em termos ambientais, identificando e recomendando alternativas, de modo a minimizar possíveis impactos negativos”, lê-se no resumo não técnico do projecto.

A Marina da Gamboa insere-se no Plano Director Municipal das Infraestruturas de Apoio à Náutica de Recreio, que preconiza a satisfação da demanda turística em matéria de náutica de recreio, face às perspectivas de evolução deste sector. O documento realça que a importância da actividade turística em Cabo Verde resulta das potencialidades ligadas às vantagens que apresenta – beneficia de bom clima e beleza natural, tem produtos insulares típicos e de qualidade e a hospitalidade do seu povo – e ainda da sua localização estratégica.

“O projecto visa na sua essência o aproveitamento das potencialidades da baía da Praia. Consiste na criação de infraestruturas e equipamentos de acolhimento para embarcações de recreio, integrando três fases diferenciadas, sem vínculos económicos entre si mas interconectadas, dada a sua localização e a interdependência de uma em relação à outra”, frisa.

1ª Fase: Marina Portuária

Na primeira fase, serão estabelecidos pontos de atracagem de barcos de recreio na área do mar. A previsão sobre o ponto de arranque é que a marina terá capacidade para, quando estiver concluída, acolher cerca de 150 embarcações com um comprimento máximo de 25 metros. A obra será executada consoante a demanda, partindo de uma previsão inicial de 40 embarcações. A segunda fase será realizada num prazo máximo de dois anos, estando previstos mais 100 pontos de atracagem, sendo que o seu crescimento será geométrico contínuo. A estrutura terá conexão com o antigo cais – dando acesso à cidade da Praia –, que será preservado devido ao seu carácter histórico. Terá um pontão e ramais flutuantes de alumínio.

Ainda na segunda fase do projecto vão acontecer intervenções no cais da antiga Alfândega da Praia, uma infraestrutura portuária construída durante a época colonial. A promotora do investimento, no caso a Africatur, faz questão de lembrar que este cais serviu a ilha como um porto comercial e terminal de passageiros. “Não obstante a importância estratégica e a memória histórica, face à construção de novas infraestruturas portuárias e o consequente desuso e carência de manutenção, esta infraestrutura apresenta-se em elevada fase de degradação, não se apresentando com a dignidade que merece e a valorização que poderá oferecer à cidade-capital”, sustenta a firma que vimos citando.

É neste contexto que surgiu o projecto em apreço, que se propôe aproveitar a infraestrutura existente, transformando-a numa marina com capacidade para 150 embarcações. As intervenções serão sobretudo no cais destruído (cais da Antiga Alfândega), a nível das infraestruturas eléctricas, dos sanitários, redes de água e esgoto, recolha de resíduos sólidos, entre outros.

Na zona externa, ou seja em terra, vão centralizar-se os meios de apoio, dado que além de dotá-la de meios e recursos para as pessoas, é necessário dar cobertura às embarcações em termos de manutenção, abastecimento de água, saneamento e electricidade durante o período de permanência. Nesta zona com cerca de 462 m2 localizar-se-ão os centros de apoio à marina, bar, restaurantes, cafetaria, armazém de stocks de peças, minimercado, fonte de produção de energia eléctrica e abastecimento de água.

A futura marina será utilizada para veleiros e embarcações de grande envergadura, em recreio e pesca desportiva, mas também reservam-se espaços próprios à Polícia Marítima. Os cais de atracação deverão ser utilizados não só por embarcações estrangeiras, mas também haverá condições para que o maior número possível de embarcações nacionais de recreio possam ter facilidades de usar a marina.
O período de funcionamento da marina será de 24 horas por dia durante os 365 dias por ano. A segurança será também garantida 24 horas por dia.

Constânça de Pina

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