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Alemanha: Vitória de Merkel amarga com subida de AfD pró-nazi ao parlamento 26 Setembro 2017

A chanceler ganhou o seu quarto mandato com 33%, ou seja a CDU perdeu 7% — que foram para a AfD, o partido pró-nazi, que assim sobe ao ‘Bundestag’, o parlamento nacional. A AfD, Alternativa para a Alemanha, partido conotado com a extrema-direita, obteve 13 por cento e é o terceiro partido mais votado, atrás do SPD, que obteve 20%.

Alemanha: Vitória de Merkel amarga com subida de AfD pró-nazi ao parlamento

A ascensão da AfD, partido heteróclito que integra até dissidentes da CDU, está diretamente ligada, segundo analistas de vários quadrantes, ao descontentamento de parte do país ante a política imigratória de Angela Merkel, que em 2015 acolheu um milhão de pessoas em busca de ‘asilo político’.

Tal como se previa, a chanceler viu aprovada a sua política económica e foi penalizada na sua política imigratória marcadamente solidária. O SPD, Partido Social-Democrata, da coligação governamental, também perdeu 5%. "Uma derrota histórica", em resultado do descontentamento do eleitorado de esquerda com o apoio de Martin Schulz às políticas económicas e sociais de Merkel.

Alternativa para a Alemanha liderada por um duo heteróclito

Alice Weidel, de 38 anos, e Alexander Gauland, de 76 anos (ambos na foto à esquerda), lideraram a campanha a partir de abril, quando as divisões internas entre as diversas tendências na AfD entraram em colisão sobre a estratégia a adotar na campanha eleitoral.

A AfD, Alternativa para a Alemanha, destaca-se pela sua novidade pois foi criada em abril de 2013, em plena tensão devida às violações cometidas por refugiados, no final de 2012, na cidade de Colónia. O partido ficou reforçado quando o governo de Merkel decidiu acolher um milhão de refugiados em 2015.

Mas as divisões internas no jovem partido são profundas, como se viu nesta segunda-feira, 25, quando a co-presidente Frauke Petry anunciou que não vai sentar-se no Bundestag por discordar da linha socialmente xenófoba e política económica pró-União Europeia que o duo de líderes defende.

O duo heteróclito formado pela ‘jovem’ economista e pelo veterano advogado e político é considerado estratégico na mobilização de votos dada a heterogeneidade que representam nas suas opções políticas e de vida privada. Alice Weidel é ex-quadro da Goldman Sachs, está em união de facto com uma sri-lankesa com quem adotou duas crianças. Alexander Gauland é um ex-dirigente da CDU que entrou em dissidência com Merkel.

Fontes: Figaro, Deutsche Welle, BBC. Fotos: Le Quotidien.

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