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“Alô, Papá”: 11 dias após ‘enterro’, Frank M. Kerrigan diz que está vivo 02 Julho 2017

A família Kerrigan —pai também chamado Frank, de 82 anos e a irmã e o irmão (foto) —foi informada, em maio, de que Frank tinha sido encontrado morto num bosque não longe da sua casa em Orange County, Califórnia.

“Alô, Papá”: 11 dias após ‘enterro’, Frank M. Kerrigan diz que está vivo

O boletim médico descrevia um homem na casa dos 50, cabelo grisalho, olhos azuis e a causa da morte era fluido nos pulmões. A sua identidade fora confirmada através da impressão digital, garantiu o Gabinete do Xerife do Condado de Orange.

A família concordou com as autoridades:não precisavam passar pela tortura de ver o corpo do seu ente querido, que se apresentava em mau estado. A irmã, Carole Meikle, ainda aproximou-se, mas “depois de chorar e rezar sobre o corpo, perturbada com a visão de lençóis ensanguentados”, afastou-se deixando sobre eles o seu rosário.

Erro de identificação começou na foto de arquivo

Na verdade, tudo começou com alguém da terra, onde a família vive, a assegurar às autoridades que o defunto era parecido com Frank M. Kerrigan, um doente mental e que vivia na rua.

As autoridades concordaram que era Kerrigan consultando nos arquivos a foto de uma carta de condução, antiga.

O pai ainda estranhou quando as autoridades lhe entregaram os “pertences do filho”: a mochila era diferente e faltava a caneta favorita.

Antes da cerimónia fúnebre, o pai ainda pediu para abrirem o caixão. Mas “eu não tinha ideia de como seria a aparência do meu filho morto”. Tocou o cabelo do morto, viu que era igual ao do filho e fecharam o caixão.

A família relata que pagou 20 mil dólares (perto de dois mil contos) pelo funeral. A cerimónia na igreja católica local reuniu meia centena de amigos e parentes, muitos deles a viajar largas centenas de quilómetros.

Na última semana de maio, onze dias após o funeral, o velho Kerrigan recebeu uma chamada telefónica dum amigo – que até carregara o caixão – a dizer-lhe que o filho Frank estava diante dele, vivinho da silva.


“Ele disse-me: ‘Alô, Papá’!”

A irmã conta que o seu primeiro gesto foi ajoelhar-se.
A família estava feliz.
Mas uma semana depois decidiram processar as autoridades.

O comunicado que as autoridades emitiram a pedir desculpas à família, “por todo o sofrimento causado”, não parece ter demovido os Kerrigan de “fazer pagar quem não respeitou os direitos humanos de Frank”.

E sobre a identidade do verdadeiro morto, embora as autoridades locais tenham revelado um nome, todos esperam que haja uma autoridade mais credível a confirmar.

Fontes: Washington Post; Foto: AP — Pai e três filhos (Frank M. à direita do leitor).

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