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Angola: Auditoria confirma ficheiro com mais de 9,3 milhões de eleitores 29 Julho 2017

A Deloitte, empresa que realizou auditoria ao Ficheiro Informático dos Cidadãos Maiores (FICM), sistema onde constam os dados dos eleitores angolanos às eleições gerais de 23 de agosto, não detetou qualquer irregularidade, tendo feito apenas recomendações de melhorias.

Angola: Auditoria confirma ficheiro com mais de 9,3 milhões de eleitores

O relatório de auditoria ao FICM, sistema informático com os dados de 9.317.294 eleitores registados pelo Ministério da Administração do Território, foi hoje analisado e aprovado pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Em declarações à imprensa, a porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, disse que não foram encontradas quaisquer situações que coloquem em causa a «integridade, segurança e inviolabilidade do ficheiro».

Segundo Júlia Ferreira, a auditoria foi feita com base em documentos de suporte que a CNE previamente endereçou à Deloitte, onde foram colocados os quesitos fundamentais que têm a ver com a legalidade, conformidade do FICM à lei, verificação de princípios fundamentais que regem o registo eleitoral, conforme o que prevê a lei.

Júlia Ferreira avançou que foram feitos vários testes ao sistema, que permitiram aferir a qualidade de dados do FICM.

Uma das recomendações feitas pela empresa vai no sentido de se fazerem melhorias na questão da intercomunicabilidade de dados existentes a nível dos ficheiros e com maior periodicidade.

«Para permitir que haja um melhor tratamento em relação às questões relativas aos óbitos, aos cidadãos interditos de exercer o seu direito de voto, por uma situação de incapacidade eleitoral, como é o caso dos condenados em prisão de pena maior», disse.

«Por outro lado, foi afiançado que efetivamente foram constatados 9.317.294 eleitores e que feita a incursão sobre os sistemas existentes verificou-se que, efetivamente, houve a observância do exercício da unicidade de voto, da universalidade, da transparência e da legalidade», acrescentou.

De acordo com Júlia Ferreira, o plenário da CNE recomendou que fosse remetido uma cópia do relatório ao Ministério da Administração do Território, considerando que, sobretudo, esta questão da intercomunicabilidade de dados, há necessidade de ter em conta outras fontes que são relevantes para este processo. Fonte: A Bola África

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