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Angola: Educação desmente atraso na retoma de aulas 30 Agosto 2017

As aulas do 3º trimestre, com início em 28 de Agosto, estão a ser objeto de desmentidos entre o Ministério de Educação (MED) e alguns estratos da sociedade angolana conotados com a oposição.

Angola: Educação desmente atraso na retoma de aulas

As notícias sobre a retoma das aulas são esparsas, não há fotos atualizadas e só a Angop, com o desmentido referido neste título, e o digital oposicionista “Maka Angola” abordam o tema diretamente.

Por seu turno, o Jornal de Angola, embora conotado com a situação, é mais cauteloso, referindo a situação de três escolas do ensino primário.

Em “alguns estabelecimentos de ensino, o dia de ontem (seguna-feira, 28) foi marcado com a revisão de provas. Orlando Paulo Camucumba, coordenador do turno da manhã da escola Ngola Kiluanje, disse que metade dos alunos não compareceu ontem, facto que lamentou. Acredita que o dia de hoje será diferente, devendo comparecer maior número de alunos”, noticia o Jornal de Angola.

“Alertou que os professores estão a marcar faltas aos alunos que não compareceram às aulas. “Temos orientações de que se deve marcar faltas aos que não se fizerem presentes no primeiro dia de aulas ou durante os próximos dias”, acrescentou.

Basta confrontar os dados para o observador independente concluir que a situação da retoma do trimestre enferma de irregularidades.

Embora o Ministério da Educação afirme, na nota desta segunda-feira, que respeitou o calendário escolar nacional – com “provas do segundo trimestre entre 31 de Julho e 12 de Agosto” e “a pausa para os alunos decorreu de 14 a 25 de Agosto, como estava previsto no calendário escolar vigente” — a verdade é que essa pausa deveria ter sido de 14 dias e não de 11 dias, caso as aulas tenham começado em 28.

A causa do atraso — pelo menos três dias — no arranque das provas do segundo trimestre tem duas versões. Segundo a Angop foi por causa de concursos vários enquanto que o digital “Maka Angola” refere que foi para que as escolas pudessem encher os comícios.

"O calendário escolar nacional do subsistema de ensino geral para o ano lectivo 2017 compreende 47 semanas, sendo 38 lectivas, equivalendo a 180 dias de aulas", lê-se no comunicado do MED.

A nota lembra que no calendário para este ano, "a abertura oficial aconteceu a 31 de Janeiro e o fim do ano lectivo está previsto para 15 de Dezembro. Foram reservados 10 dias úteis para a avaliação do rendimento escolar no primeiro e segundo trimestres e 15 para o trabalho de classificação, conselho de notas e divulgação dos resultados".

Fontes citadas no artigo. Foto Angop: (desatualizada) sobre o arranque do ano letivo em janeiro.

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