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Angola: Fábrica de cimento despede 900 trabalhadores 05 Novembro 2017

Cerca de 900 trabalhadores foram despedidos, esta semana, pela fábrica de cimento do Cuanza Sul, uma das cinco unidades do género que funciona em Angola, mas que paralisou a actividade por falta de fornecimento de combustível.

Angola: Fábrica de cimento despede 900 trabalhadores

A causa do despedimento destas nove centenas de trabalhadores de uma das fábricas de cimento de Angola está relacionada com a necessidade de “Heavy Fuel Oil” (HFO), combustível utilizado na produção do clínquer, componente fundamental para o fabrico de cimento, num alegado diferendo com os fornecedores.

A administração da fábrica fez saber que a situação afecta, ainda, 700 postos de trabalho indirectos, sendo que a única actividade que será mantida visa a conclusão da venda de um estoque de 13 mil toneladas de cimentos, por parte do departamento comercial.

De acordo com a Agência de Notícias Lusa, a direcção daquela fábrica enviou uma carta à direcção provincial da indústria do Cuanza Sul, a dar conta da situação, que se arrasta desde Janeiro deste ano, e que se junta a outros problemas que o sector está a atravessar no país, fazendo disparar o preço do cimento.

Por seu turno, o director provincial da Indústria no Cuanza Sul, Honorato Konjanssile, garante que a situação é preocupante, tendo em conta que se trata da maior unidade fabril naquela província.

Dada à escassez de cimento em Angola, o preço do saco já duplicou no mercado nacional, assunto que inclusive foi abordado pelo Presidente angolano, João Lourenço, no seu discurso sobre o estado da Nação, a 16 de Outubro.

Sobre o assunto, a Ministra da Indústria, Bernarda Martins, assegura que existem no mercado cinco indústrias de produção de cimento, estando duas delas a viver, actualmente, “constrangimentos muito sérios no domínio energético”. C/G1-Mundo

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