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Angola: Filho de deputado da UNITA baleado em Luanda depois dos confrontos de Benguela 19 Setembro 2017

Um filho do deputado eleito pela UNITA, Joaquim Nafoia, foi baleado na cabeça, na noite deste domingo, 17, em Luanda, por um indivíduo que o parlamentar afirma estar “devidamente identificado”, segundo relatou à Voz da América -VOA. O incidente surgiu depois dos confrontos violentos entre militantes do MPLA e da UNITA registados no dia 15 em Benguela, em que várias pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas e esconder em matas.

Angola: Filho de deputado da UNITA baleado em Luanda depois dos confrontos de Benguela

Referindo-se ao recente caso de Luanda, a VOA avança que Joaquim Pascoal Nafoia, de 20 anos de idade, terá sido atingido com um tiro na cabeça nas proximidades da sua casa e encontra-se em estado de saúde tido pelo pai como sendo “bastante crítico”.

Segundo a mesma fonte, Joaquim Nafoia afirma que o crime foi protagonizado por três elementos com uniforme da Polícia Nacional e admite que a acção teve motivação política.

O deputado da UNITA revela ter apresentado queixa junto da polícia local que prometeu investigar as circunstâncias em que ocorreu o crime e identificar os possíveis autores.

Já o inspector-chefe da Polícia Nacional, Mateus Rodrigues, garante à VOA estar a investigar o caso e promete pronunciar-se sobre o assunto nas próximas horas.

Confrontos na Benguela

A VOA noticiou também que houve, no dia 15, confrontos entre militantes do MPLA e da UNITA no município do Bocoio, província de Benguela. Como consequência, registou-se inúmeros feridos, obrigando alguns munícipes a fugir para matas após actos de vandalização de casas e estabelecimentos comerciais.

Segundo a mesa estação, militantes e simpatizantes do partido no poder-MPLA que festejavam a vitória eleitoral, são acusados de terem insultado membros do ‘Galo Negro’, que se queixam de um comité destruído.

‘’Encontrámos cápsulas e balas no terreno, buracos de tiros nas paredes e em outros lugares, o que indicia que existiam homens armados. Há informação de que a Polícia esteve a proteger este vandalismo’’, denuncia o activista José Patrocínio, da OMUNGA.

O caso e visto como Éo rescaldo do cenário de violência num município que até conta com uma comissão de pacificação criada em resposta a sucessivos casos de intolerância política.

A trabalhar em nome dos direitos humanos, o activista José Patrocínio esteve no Bocoio, de onde regressou com críticas à actuação da Polícia, que ainda não prestou esclarecimentos.

‘’Preocupa-me a partidarização da Polícia, quero saber se os culpados serão punidos’’, acrescenta.

Patrocínio descreve que várias horas depois, os confrontos ocorridos na comuna de Monte Belo continuam a agitar a população, forçada a abandonar as suas moradias.
‘‘Houve roubo de dinheiro, principalmente das pessoas que viram destruídos os seus negócios. Há informação de que há pessoas nas matas e muitas outras a tentar sair do Monte Belo. Ainda esta manhã alguém foi outra vez agredido. Militantes do MPLA estarão a exigir que se delimite uma área exclusiva para si, uma espécie de apharteid, a situação é preocupante’’, relata.

Entretanto, a VOA não conseguiu, na ocasião, obter uma reacção da administradora municipal e primeira secretária do MPLA, Deolinda Valiangula. Sabe-se, segundo conclui a mesma emissora norte-americana, que existe uma comissão de inquérito a trabalhar na investigação do caso.

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