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Angola: Governo prepara ajuste cambial no arranque do novo ano 03 Janeiro 2018

Angola deverá iniciar 2018 com uma desvalorização da moeda nacional, o kwanza, numa proporção ainda desconhecida, no âmbito do Programa de Estabilização Macroeconómica, aprovado na quarta-feira pelo Governo.

Angola: Governo prepara ajuste cambial no arranque do novo ano

Desde o primeiro trimestre de 2016 que a taxa de câmbio oficial definida pelo Banco Nacional de Angola (BNA) está fixa nos 166 kwanzas por cada dólar norte-americano e nos 186 kwanzas por cada euro.

Contudo, face à falta de divisas aos balcões dos bancos comerciais, o mercado de rua, que para muitos constitui a única alternativa para aceder a moeda estrangeira, desde as eleições gerais de Agosto que antecipa uma desvalorização oficial da moeda angolana, transaccionando actualmente cada dólar a 430 kwanzas e cada euro a 510 kwanzas.

Na reunião do Conselho de Ministros da última quarta-feira, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, foi aprovado um Programa de Estabilização Macroeconómica para o ano de 2018, um documento que, visa dar início a um processo de ajuste macroeconómico, “do ponto de vista fiscal e cambial, que permita o alinhamento da economia a um ambiente referenciado como novo normal”.

Não é avançada a proporção da desvalorização da moeda angolana, mas alguns economistas têm defendido como inevitável um corte superior a 20 por cento, o que poderá ter efeitos nos preços, numa altura em que Angola deverá fechar 2017 com uma taxa de inflação superior a 25% (a um ano).

De acordo com a Presidência da República, o Programa de Estabilização Macroeconómica tem como elementos fundamentais a consolidação fiscal e a estabilização do mercado cambial, em torno dos quais se irão mover os demais domínios.

“As políticas dos sectores monetário, financeiro e real deverão ser conduzidas para o ajustamento fiscal e cambial, bem como para mitigar os efeitos adversos", informou a mesma fonte, mas sem concretizar medidas.

De referir que Angola vive, desde finais de 2014, uma profunda crise financeira, económica e cambial, decorrente da quebra nas receitas com a exportação de petróleo. Devido à realização de eleições, entra em 2018 em regime de duodécimos, estando a aprovação do Orçamento Geral do Estado prevista apenas para Fevereiro.

Nos últimos dias têm surgido em alguns bairros angolanos, negócios e transacções ilegais de dólares, normalmente, à vista de todos, atingindo “níveis preocupantes”.

Perante tal situação, João Lourenço garante que vai criar orientações para que o Banco Nacional de Angola (BNA) possa controlar as divisais existentes no país e seja combatido o negócio da venda ilegal das mesmas nas ruas. "Há divisas em Angola, pelo menos em Luanda, só que estão fora das instituições próprias que deviam ter o controlo delas", apontou. Fonte: MM

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