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Angola: Governo promete travar desvio de medicamentos 27 Dezembro 2017

O governador provincial do Uíge, Pinda Simão, garantiu que nos próximos dias o seu elenco vai desmantelar a rede de indivíduos que se dedica ao desvio de medicamentos e de outros meios das unidades hospitalares na província, através de algumas medidas que serão implementadas brevemente sobre os prevaricadores.

Angola: Governo promete travar desvio de medicamentos

Pinda Simão, que falava durante um encontro onde participaram membros do governo local, responsáveis da Direcção Provincial da Saúde, administradores municipais e autoridades tradicionais, prometeu sancionar os médicos e técnicos que encaminham os pacientes para as suas clínicas privadas, bem como os que utilizam as suas residências para o atendimento de pacientes, para tirar partido financeiro.

“Tenho vontade e coragem para corrigir o que está mal e melhorar o que está bem. Quero que haja mudança, e vou fazer tudo que estiver ao meu alcance. Espero que todos façam também a sua parte”, frisou.

O responsável máximo da província orientou, na ocasião, a Delegação Provincial das Finanças para aumentar as verbas às ad¬ministrações municipais, unidades sanitárias orçamentadas, para que estas entidades possam dar prioridade à compra de medicamentos essenciais.

O governador informou que o seu pelouro elaborou um plano que visa a aquisição de medicamentos e outros meios médicos e hospitalares para suprir a carência nos hospitais, centros e postos médicos.

Para o governante, neste contexto da história de Angola, há duas opções a fazer: “a mudança, para o bem, ou sucumbir e mantendo a situação do país como estava”.

“Por isso, os técnicos de saúde devem trabalhar para garantir assistência médica e medicamentosa aos pacientes, não obstante as dificuldades que o sector atravessa”, recomenda.

Por seu turno, a directora provincial da Saúde, anunciou, no mesmo acto, que houve um aumento de casos de malária na província. Madalena Adolfo anunciou que os municípios de Negage e Songo são os mais afectados pela doença, provocada essencialmente pelas chuvas que se abatem sobre as referidas localidades e as débeis condições do saneamento básico.

Madalena Adolfo apelou, entretanto, às autoridades tradicionais e às famílias a adoptarem medidas básicas de higiene e protecção contra os insectos e vermes para que se possa evitar a propagação da malária, aconselhado ainda, à população a “recorrer imediatamente” aos serviços de saúde tão logo que sentirem os primeiros sintomas da epidemia. Fonte: MM

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