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Angola: Ministra da Saúde exonera administrações dos maiores hospitais 18 Novembro 2017

A ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, exonerou as administrações de dois dos maiores hospitais públicos do país, em Luanda, além do Inspector-geral e director nacional da saúde, conforme despachos a que a Lusa teve acesso esta quinta-feira, 16.

Angola: Ministra da Saúde exonera administrações dos maiores hospitais

Nos despachos, datados de 13 de Novembro, a governante angolana determinou a exoneração dos directores-gerais, Maria Lina Antunes, o clínico, Fortunato Silva, o administrativo, Nair da Costa, e o pedagógico e científico, Júlio dos Santos, do Hospital Américo Boavida.

Sílvia Lutucuta exonerou ainda dos cargos de director administrativo, Maria Marcos, e pedagógico e científico, Agostinho Matamba, do Hospital Josina Machel.

Em substituição, para o Hospital Américo Boavida, foram nomeados, em comissão ordinária de serviço, Agostinho Matamba para o cargo de director-geral, Virgínia Franco para directora clínica, Maria Marcos para directora administrativa e Mateus Miguel para director pedagógico e científico.

A titular da pasta da Saúde em Angola exonerou ainda António Armando do cargo de Inspector-geral da Saúde e Miguel Oliveira do cargo de director nacional da Saúde. Para ocupar estes cargos foram nomeados Miguel Oliveira e Isilda Neves, respectivamente.

De relembrar que em Outubro passado, a nova ministra da Saúde de Angola, em declarações à Lusa, defendeu a necessidade da realização de um diagnóstico profundo da situação do sector que dirige, que tem como uma das principais preocupações a humanização e a prevenção.

"Temos que trabalhar mais, temos que fazer um diagnóstico profundo da situação da saúde em Angola, a humanização é uma preocupação desse executivo, temos que prevenir, temos que ter uma saúde pública mais actuante para prevenir as doenças e também olharmos para as questões importantes com os nossos quadros", disse a ministra.

No seu discurso sobre o estado da Nação, o Presidente angolano admitiu a existência de um "défice claro em infra-estruturas sanitárias e médicas, o que se repercute em elevadas taxas de mortalidade", sublinhando que se impõe que o executivo priorize neste mandato a área social.

Segundo Sílvia Lutucuta, além do défice de infra-estruturas, contribuem para o elevado índice de mortalidade no país "técnicos qualificados, recursos também, medicamentos e descartáveis".

"Nós temos várias dificuldades, mas no actual contexto económico temos que definir bem as prioridades", disse a governante, apontando a prevenção como a principal estratégia. Fonte: Mundo ao Minuto

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