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Angola: Pesquisa da brasileira Sensus sugere vitória do MPLA com 68% dos votos 17 Agosto 2017

Uma pesquisa realizada entre os dias 8 e 12 deste mês em Angola pelo consórcio Marketpoll Consulting, empresa angolana, e Sensus Pesquisa e Consultoria, empresa brasileira, prevê vitória do MPLA, partido no poder, e ao seu candidato, o general João Lourenço, com 68 por cento dos votos, nas eleições gerais que se realizam dia 23 de agosto, informa o governamental Jornal de Angola. O veículo não refere quem pagou a pesquisa.

Angola: Pesquisa da brasileira Sensus sugere vitória do MPLA com 68% dos votos

Para o inquérito nacional, foram realizadas quatro mil entrevistas nas 18 províncias do país, tendo como base os dados do Registo Eleitoral de 2017. Em cada comuna, procedeu-se ao cálculo estatístico das quotas por sexo, idade e escolaridade, com base no Registo Eleitoral de 2017 e no Censo de 2014. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 por cento para mais e para menos.

Grande parte da notícia publicada pelo Jornal de Angola é dedicada a apresentar a empresa brasileira Sensus e a divulgar um desmentido sobre alegada pesquisa publicada pelo site “Maka Angola”, que teria sido forjada. O jornal impresso também não publica dados sobre a pesquisa que dá a vitória, com 68% das intenções de voto, ao MPLA.

“Maka” acusado de publicar dados “falsos”

Segundo o Jornal de Angola, “o Consórcio Marketpoll Consulting e a Sensus Pesquisa e Consultoria desmentiram uma suposta sondagem eleitoral, veiculada pelo site “Maka Angola” no dia 10 de Agosto, e atribuída às duas empresas, que, de acordo com as consultoras, nunca foi realizada, sendo todos os dados contidos na matéria” falsos e irresponsavelmente difundidos”.

As duas empresas afirmam que a matéria veiculada pelo “Maka Angola” “socorre-se de uma fonte não credível, sendo completamente falsa e passível de responsabilização judicial, nos termos da lei angolana e no quadro internacional dos crimes cibernéticos”, de acordo com o jornal angolano.

“A Marketpoll/Sensus não reconhece e não aplicou qualquer questionário com o conteúdo veiculado por esse site», lê-se no comunicado, que acrescenta que atribuir à Sensus a “paternidade de tais dados demonstra uma clara tentativa de desinformação e manipulação da opinião pública nacional e internacional, com o objectivo de prejudicar o normal desenvolvimento do processo eleitoral em Angola”.

“A Sensus não reconhece e demarca-se da autoria do conteúdo integral dessa sondagem (dados, tabelas, citações, conclusões), considerando-a da inteira e exclusiva responsabilidade do site Maka Angola, produto da sua imaginação e invenção, que reputa de irresponsável”, indica o comunicado. Fonte: África 21 Digital c/Angop

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