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Angola: Presidente João Lourenço anuncia fim dos oligopólios na telefonia móvel e do cimento, extingue gabinete de marketing do Governo próximo a filhos do ex-PR 25 Outubro 2017

O presidente angolano João Lourenço que, no seu primeiro discurso à Assembleia Nacional, em 16 de outubro, assumiu “o compromisso de acabar com os monopólios, que prejudicam a economia nacional”, já deu os primeiros passos nesse sentido: os primeiros decretos extinguem os monopólios sobre o fabrico do cimento e a telefonia móvel e a gestão da imagem institucional passa para a presidência.

Angola: Presidente João Lourenço anuncia fim dos oligopólios na telefonia móvel e do cimento, extingue gabinete de marketing do Governo próximo a filhos do ex-PR

Os primeiros cem dias da presidência de João Lourenço estão a ser acompanhados com especial atenção. E se a imprensa internacional, como o português Expresso na sua última edição impressa, começa a falar no desmoronar do império de José Eduardo dos Santos, a Unita, o principal partido da oposição, só diz que o novo governo está em estado de graça —
inerente pois aos seus primeiros cem dias.

O decreto presidencial publicado na segunda-feira, 16, extingue o Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (Grecima). Com isso, todos os processos relativos à imagem institucional, detidos pela empresa privada ‘Grecima’, passam para os ‘Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa do Presidente da República’.

O terceiro presidente da República de Angola, eleito a 23 de agosto, disse que vai submeter à Assembleia Nacional a aprovação da lei da concorrência por considerar que as imperfeições do mercado existentes na economia angolana, como os monopólios, têm consequências negativas na vida dos consumidores. Uma delas, o preço do cimento no mercado disparou devido à paralisação de duas unidades fabris.

O jornalista Rafael Marques, conhecido pela denúncia do regime e em especial das estruturas económicas — tais como telecomunicações, cimentos e imagem — “através das quais os fundos do Estado eram atribuídos aos filhos de José Eduardo dos Santos”, considera que o novo presidente “não pode agir de outra forma, sob pena de ser visto como uma extensão do consulado” do seu antecessor.

Fontes: VOA, Jornal de Angola. Foto (Portal de Angola): Discurso do chefe de Estado na abertura do parlamento angolano, 16 de outubro.

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