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Angola: Suspeitas de desvio de milhões de dólares do Fundo Soberano congelam 25 contas bancárias nas Maurícias 10 Abril 2018

O Supremo Tribunal das Ilhas Maurícias ordenou o congelamento de 25 contas bancárias pertencentes ao empresário suíco-angolano, Jean-Claude Bastos de Morais, por suspeitas de estarem associadas a um desvio de milhões de dólares do Fundo Soberano de Angola, durante a gestão de José Filomeno dos Santos, "Zénu".

Angola: Suspeitas de desvio de milhões de dólares do Fundo Soberano congelam 25 contas bancárias nas Maurícias

A ordem de congelamento das contas bancárias, onde estão depositados cerca de sete mil milhões de rúpias mauricianas, quantia equivalente a mais de 200 milhões de dólares, surge na sequência de um pedido da Comissão dos Serviços Financeiros, da Unidade de Informação Financeira e do Ministério das Finanças das Maurícias.

Segundo revela a imprensa local, o processo foi desencadeado em Janeiro pela Comissão dos Serviços Financeiros, que regula o sector não bancário do país, e surge na sequência das suspeitas expostas pelos Paradise Papers, escândalo global de fuga a impostos por celebridades e proprietários de grandes fortunas.

De acordo com a edição digital do jornal L"Express, no âmbito das averiguações, um representante do Governo angolano deslocou-se este mês às Maurícias, tendo mantido, no passado dia 03 de Abril, um encontro com o primeiro-ministro Pravind Jugnauth. “Embora o resultado da reunião não tenha sido divulgado, o facto de a decisão do Supremo Tribunal chegar dias depois sugere que os acontecimentos estejam ligados”.

No centro das suspeitas, estão o antigo presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano, José Filomeno dos Santos, "Zénu", e o seu homem de confiança, o empresário Jean-Claude Bastos de Morais. Segundo escreve o L"Express, o suíço-angolano terá beneficiado de uma transferência suspeita de 500 milhões de dólares ordenada por Zénu.

“O dinheiro agora congelado está ligado a vários projectos da Quantum Global, empresa fundada e presidida por Jean-Claude Bastos de Morais e que, segundo revelaram os Paradise Papers, tem facturado milhões com dinheiros públicos angolanos, desviados por via do Fundo Soberano”.

Fonte: NJ

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