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Ano agrícola no Fogo: Agricultores já provam os primeiros produtos da terra e outros vêem época comprometida 19 Setembro 2017

O ano agrícola na ilha do Fogo varia consoante as localidades e latitudes. Nas zonas altas dos Mosteiros já se começam a fazer as primeiras colheitas de abóbora, bonjinho e pepino - o milho começa a dar flores. Em Santa Catarina do Fogo, na maioria das localidades, os agricultores clamam por novas chuvas. Nas outras localidades ao norte de São Filipe, as plantas estão avançadas - há zonas onde estão a fazer as segundas mondas. O solo apresenta-se húmido e as plantas desenvolvem-se normalmente. A sul do mesmo concelho, os agricultores estão a realizar as primeiras mondas.

Ano agrícola no Fogo: Agricultores  já provam os primeiros produtos da terra e outros vêem época comprometida

Em Santa Catarina, mais concretamente nas localidades de Tinteira e Cova Matinho, as culturas encontram-se num bom estado de desenvolvimento: o milho tem entre 4 e 6 folhas, os feijões estão em ramificação e floração, e os agricultores estão já no fim da segunda monda. Nas outras localidades de clima semiárido em que houve atraso na queda das precipitações, as culturas estão com pouco desenvolvimento – alguns camponeses já terminaram as primeiras mondas no solo que se apresenta semi-seco.

Nas zonas de Cabeça Fundão e Chã das Caldeiras, ainda os agricultores não fizeram as primeiras mondas e a terra está praticamente seca. Ou seja, se até final deste mês não cair novas chuvas, os homens do campo, nestas duas localidades, podem ver a época agrícola comprometida. São, recorde-se, sobretudo nestas duas zonas onde são fixadas anualmente milhares de plantas frutíferas: videira, macieira e outros. Mas são também estas duas localidades que vêm sofrendo com as pragas de “tartarugas” (Nezara Viridula).

Em relação às zonas altas dos Mosteiros, como nas localidades de Ribeira Ilhéu, atalaia, Cutelo Alto e Pai António, os camponeses começam provar os frutos das primeiras sementeiras – realizadas no mês de Julho nas zonas altas do Fogo, como Atalaia, Ribeira Ilhéu, Pai António. Por enquanto, a quantidade dos produtos verdes é reduzida – e não cobre a sua grande procura pelos cidadãos mosteirense.

Pragas

Quanto às pragas, o Ministério da Agricultura indica que a de tartaruga encontra-se sob controlo. Já a praga de cartucho do milho, não apareceu de forma alarmante, mas apenas alguns casos, o que tranquiliza o Ministério.

Segundo o Ministério da Agricultura e Ambiente, estão criadas as condições mínimas para controlar a praga, e todos os centros de extensão rural estão dotados de equipamentos e produtos suficientes para esse combate e até mesmo para as próximas pragas, nomeadamente os gafanhotos, que podem vir a atacar as culturas.

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