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Ano agrícola no Fogo: Primeiros produtos com preços alto no mercado 20 Outubro 2016

O mercado da cidade de São Filipe começou a receber as primeiras colheitas dos agricultores foguenses. Os consumidores já compram abóbora, bonjinho e pepino que chegam das diferentes zonas altas do concelho dos Mosteiros e das localidades mais a norte do município são-filipense. Estes são os primeiros resultados das últimas chuvas caídas e que vieram reforçar a esperança de um bom ano agrícola na ilha do vulcão.

Ano agrícola no Fogo: Primeiros produtos com preços alto no mercado

Conforme as autoridades locais, o estado fitossanitário do Fogo é bom neste momento. Perspectiva-se, com as recentes precipitações registadas, um ano de fartura em quase toda a ilha.

Os produtos agrícolas que começam a ser vendidos no mercado da cidade de S.Filipe são já o fruto das primeiras sementeiras – realizadas no mês de Julho nas zonas altas do Fogo, como Atalaia, Ribeira Ilhéu, Pai António, Campanas e Galinheiro.

Com esses frescos, o consumidor local já tem como diversificar e melhorar a sua dieta alimentar. O preço ainda não é competitivo, mas toda a produção que entra no mercado esgota-se de imediato. Um litro de "bonjinho" está a ser comercializado por 250 escudos. Já os outros grãos, abóboras e demais produtos da terra custam aproximadamente duzentos escudos por cada quilo.

Por enquanto, a quantidade dos produtos verdes é reduzida – tão pequena que não cobre a sua grande procura pelos cidadãos. Segundo os agricultores, nos próximos dias deverá aumentar a quantidade desses produtos e, então, os preços podem baixar. Esta previsão apoia-se, conforme apurou este jornal, no facto de que em localidades distintas das designadas zonas altas, as plantações de feijão estão na fase de formação de grãos.

De um modo geral, o ano agrícola no Fogo varia consoante as localidades e latitudes. Nas zonas altas já se começa a fazer as primeiras colheitas. Nas outras localidades ao norte de São Filipe, as plantas estão avançadas e em fase de floração – o milho está a formar espigas. Nos sítios a sul do mesmo município, os agricultores já terminaram o “rabida monda”.

Em Santa Catarina, mais concretamente nas localidades de Tinteira e Cova Matinho, as culturas encontram-se num bom estado de desenvolvimento: o milho tem de 7 a 9 folhas, os feijões estão em ramificação e floração, e os agricultores estão já no fim da segunda monda. Nas outras localidades de clima semiárido em que houve atraso na queda das precipitações, as culturas estão com pouco desenvolvimento – alguns camponeses já iniciaram as segundas mondas no solo que se apresenta húmido. Ou seja, se até meados de Novembro o tempo for propício – sem o flagelo do vento leste e sem muito sol –, os homens do campo asseguram que a produção estará garantida.

Pastos e pragas

Entretanto, as precipitações registadas nos últimos dias em toda a ilha contribuíram para o bom desenvolvimento de pastos. Os criadores mostram-se assim mais optimistas para enfrentar as carências alimentares do rebanho nos períodos da seca. O que também está garantido por toda a ilha do Fogo é a água. Nas zonas do interior, todas as cisternas familiares construídas estão cheias do precioso líquido.

Conforme informações recolhidas, algumas pragas de “tartarugas” (Nezara Viridula) atacaram, no entanto, culturas nas localidades das Chã das Caldeiras, Cova Figueira e Patim. Para o tratamento das culturas infestadas, o Ministério da Agricultura formou várias equipas e registou-se ainda o total envolvimento dos agricultores de Chã das Caldeiras. Feijão congo, rícino e algumas fruteiras na fase terminal de produção foram as plantações mais atacadas.
Segundo, o delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente, Jaime Ledo de Pina, estão criadas as condições mínimas para controlar a praga, e todos os centros de extensão rural estão dotados de equipamentos e produtos suficientes para esse combate e até mesmo para as próximas pragas, nomeadamente os gafanhotos, que podem vir a atacar as culturas.

Nicolau Centeio

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