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Aon Risk Solutions: Fragilidades na zona euro prejudicam crescimento de Cabo Verde 09 Mar�o 2015

A fragilidade da recuperação económica na zona euro está a prejudicar o crescimento económico de Cabo Verde por causa da forte ligação da nossa economia ao andamento da economia europeia, considera a consultora Aon Risk Solutions.

Aon Risk Solutions: Fragilidades na zona euro prejudicam crescimento de Cabo Verde

Na análise por país que acompanha o relatório de Risco Político 2015, divulgado neste fim-de-semana, a consultora especializada em gestão de risco diz que "as fortes ligações de Cabo Verde à Europa, principalmente Portugal e Espanha, e a particularmente elevada dependência do turismo, são fontes de vulnerabilidade na economia do nosso país, dada à fraca recuperação da zona euro".

Cabo Verde tem um nível moderado de risco político para o investimento empresarial, com um sistema multipartidário democrático e "uma governança forte que sustenta a estabilidade política", acrescenta o documento, que sublinha ainda que o risco de incumprimento nos pagamentos da dívida soberana é limitado, essencialmente pelos níveis diminutos da dívida pública.

Por outro lado, os analistas notam que a fraca actividade do sector privado limita o potencial da economia para fazer descer a "persistentemente alta taxa de desemprego, o que mina a coesão social".

As fragilidades das infra-estruturas, nomeadamente nos transportes e na electricidade, e a exposição a alterações climáticas, em particular a seca, sugerem que possa haver perturbações nas cadeias de distribuição.

A análise da Aon Risk Solutions é feita anualmente a 163 países, com a edição deste ano a registar uma degradação do risco político de fazer negócios em 12 países e uma melhoria noutros sete.

Os países que viram o Risco piorar foram Angola, República Centro-Africana, Burkina Faso, Gana, Guiné-Conacri, Haiti, Líbia, Moçambique, Omã, Paquistão, Serra Leoa e Uganda.

Os que melhoraram foram a República Dominicana, Equador, Geórgia, Laos, Panamá, Suazilândia e o Zimbabué.

A análise da Aon inclui uma colaboração especial da consultora Roubini Global Economics, recolhendo também a opinião de mais de 20 seguradoras na área do risco político, compilados pelo banco Loyds.

Cada país é avaliado em nove áreas: Transferência de Divisas, Regulamentos e Leis, Interferência Política, Violência Política, Incumprimento Soberano e Perturbações na Cadeia de Distribuição, a que se juntam os Riscos de Negócio, Vulnerabilidade do Sector Bancário e Riscos a Estímulos Orçamentais.

Com base na avaliação nestas nove áreas, é então definido a que categoria pertence o risco que os investidores assumem por investir num determinado país, indo do Baixo até ao Muito Alto, passando pelo Médio Baixo, Médio, Médio Alto e Alto.

Fonte: NM /Foto: Lusa

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