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Artista russo anti-Putin põe fogo ao ‘Banque de France’ em Paris 19 Outubro 2017

Piotr Pavlenski obteve asilo político em França devido às suas posições anti-Putin. Esta segunda-feira, incendiou uma sucursal do banco nacional francês e reivindicou-o como um ato político. Primeiro ficou detido na enfermaria psiquiátrica e esta quarta-feira, 18, o tribunal decretou-lhe, e à mulher, a prisão preventiva.

Artista russo anti-Putin põe fogo ao ‘Banque de France’ em Paris

O artista ’performer’ e ativista político Piotr Pavlenski e a mulher, Oksana Shaliguina, foram, esta quarta-feira, acusados de “destruição de propriedade pública e perigo público”, por terem, às quatro da manhã de segunda-feira, incendiado com petróleo duas janelas da fachada do “Banque de France” em Paris.

De imediato detidos, a polícia dá conta que o ’performer’ — designação dada ao artista adepto de uma forma de arte, pela qual o próprio corpo (do artista) é utilizado como meio de expressão de mensagens políticas — esteve internado na enfermaria psiquiátrica das instalações policiais.

“Incêndio mundial das revoluções”

O artista de 33 anos — que em janeiro fugiu da Rússia, via Ucrânia, e em maio obteve o estatuto de refugiado em França, com base em perseguição pelo regime de Putin — justificou em comunicado a sua ação contestária.

"O ’Banque de France’ tomou o lugar da praça da Bastilha, os banqueiros são os novos monarcas”, lê-se num comunicado divulgado na quarta-feira. Acrescenta ainda que “o renascimento da França revolucionária desencadeará o incêndio mundial das revoluções”.

Piotr Pavlenski volta assim a utilizar o incêndio para a contestação política. Em novembro de 2015 foi preso em Moscovo por incendiar a porta principal da Loubianka, sede histórica da KGB. Por essa ação contra a sede dos espiões russos, arriscava-se a cumprir dez anos de prisão mas fugiu em janeiro deste ano para o país que ele considera a ‘alma mater da Revolução’, a França, onde obteve o estatuto de refugiado político.

O ‘Prémio Vaclav Havel para a Dissidência Criativa’ foi-lhe atribuído em maio de 2016, mas dois meses depois foi-lhe retirado. É que Pavlenski anunciou em Oslo, na cerimónia oficial, que ia entregar o prémio monetário (cujo montante não tem sido publicado) aos ‘Primorsky Partisans’, um grupo de jovens que se autointitulam “guerrilheiros que combatem a ditadura do governo russo” através de ações violentas contra a polícia.

O ‘Prémio Vaclav Havel para a Dissidência Criativa’ visa precisamente premiar o “combate político através de meios pacíficos”, como a criatividade artística. Instituido em 2012 por Dagmar Havlova, viúva do falecido presidente, em parceria com a Fundação dos Direitos Humanos sediada em Nova Iorque, e de que Vaclav Havel foi membro. O dramaturgo e poeta, que chegou a presidente da Checoslováquia em 1989 e, a partir de 1993, da nova República Checa, destacou-se no combate pela liberdade da República da Checoslováquia, sob a ditadura na ex-URSS.

Foto: Também ficou conhecido por ter, em 2012, costurado os lábios para denunciar a repressão do Kremlin sob Putin.

Fontes: Le Monde, Le Figaro.

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