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As prioridades da Secretária-geral da UNTC-CS: «O governo deve dar um sinal de alento e carinho aos milhares de trabalhadores» 09 Dezembro 2016

O Governo deve dar sinal de alento e carinho aos milhares de trabalhadores que acreditaram, apoiaram e votaram o seu programa de governação. Este é o apelo da nova secretária-geral da UNTC-CS, que estabelece como prioridade lutar para repor o poder de compra dos trabalhadores e implementar o acordo colectivo de trabalho para combater a precariedade do emprego, a desigualdade social e os despedimentos. Na frente interna, Joaquina Almeida, que venceu o seu adversário Aníbal Borges no congresso da semana passada ao conquistar cerca de 60 por centos dos votos expressos, anuncia que vai centrar a sua atenção na reorganização e coesão da maior central sindical nacional.

As prioridades da Secretária-geral da UNTC-CS: «O governo deve dar um sinal de alento e carinho aos milhares de trabalhadores»

A nova timoneira da UNTC-CS anuncia que a sua liderança vai «dar voz e vez às reivindicações justas dos trabalhadores, sem descurar que os trabalhadores têm deveres a cumprir perante a entidade patronal». Avisa que onde acontecer uma violação do direito dos trabalhadores, estará lá para a denunciar e combater.

Joaquina Almeida assevera, por outro lado, que a sua central vai defender de forma firme nas reuniões do Conselho da Concertação Social todas as reivindicações justas dos trabalhadores cabo-verdianos. «O VII Congresso da UNTC-CS aprovou algumas resoluções que visam melhorar um pouco a vida difícil dos trabalhadores cabo-verdianos e, seguramente, iremos dar a conhecer ao Governo e aos restantes parceiros sociais, o conteúdo das mesmas, bem como exigir a execução de algumas deliberações já tomadas pelo Conselho de Concertação Social», assegura.

A responsável máxima da UNTC-CS considera que, atendendo às promessas que fez durante a campanha eleitoral, o Governo de Ulisses Correia e Silva deve dar um sinal de alento e carinho aos trabalhadores cabo-verdianos. «O Governo, apesar de ter poucos meses de governação, ainda assim deverá dar algum sinal de alento e carinho aos milhares de trabalhadores que acreditaram, apoiaram e votaram o seu programa de governação».

É que, fundamenta, esses milhares de trabalhadores estão a sofrer desde 2011, data a partir da qual os salários foram congelados na Administração Pública. «Os trabalhadores não tiveram desde essa altura qualquer aumento salarial. Estão por isso cada vez mais pobres e abandonados à sua sorte. Querem e almejam aquele tão prometido 1% de aumento salarial, de modo a poderem pensar que já podem comprar todos os dias, pelo menos, mais um ou dois pães com o referido aumento».

A pensar nisso, Joaquina Almeida anuncia que vai priorizar a negociação colectiva do trabalho. «A precariedade do emprego, a desigualdade salarial, os despedimentos e as perdas dos direitos não deixam outra saída senão a Contratação Colectiva. Através desta, os trabalhadores consolidarão os seus direitos adquiridos e lutarão por novos direitos e os sindicatos angariarão consequentemente novos sócios».

Coesão e reorganização interna

Na frente interna, a nova líder da maior central sindical anuncia que tem como prioridade recompor os demais órgãos – faltam eleger o Secretariado Nacional, a Comissão Permanente e os Vice-Secretários Gerais. Além de passagem dos dossiers, afirma que vai estabelecer contactos directos com cada um dos 19 Sindicatos que integram a UNTC-CS, com vista a se promover um clima de diálogo, unidade e coesão internos, com respeito pelos Estatutos recém-alterados.

Terminados que estão o VII Congresso e a disputa eleitoral, Joaquina Almeida advoga que, doravante, deverá reinar entre a família da UNTC-CS a união, a coesão, a solidariedade, a lealdade e o respeito. «Queremos, pois, preservar a imagem final do VII Congresso, testemunhada não só por todos os congressistas, como também pelos convidados nacionais e internacionais, que foi o convite que fizemos ao colega e companheiro Aníbal Borges, que foi candidato a secretário-geral, para subir ao palco connosco, para um abraço amigo, fraterno e sindical», afirma emocionada Almeida.

No plano internacional, Joaquina Almeida assegura que vai dar a continuidade ao trabalho iniciado pelo anterior secretário-geral Júlio Ascensão Silva e reforçar, cada vez mais as já excelentes relações de amizade, solidariedade e cooperação que actualmente a UNTC-CS têm com várias organizações congéneres estrangeiras.

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