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Aumento de pedidos de ajuda à Ficase: Mais pressão, orçamento igual 29 Abril 2015

O mau ano agrícola e a erupção vulcânica na ilha do Fogo estão na base do aumento considerável de pedidos de ajuda endereçados à FICASE, no presente ano lectivo. Famílias do mundo rural afectadas por esses fenômenos naturais solicitaram o reforço da intervenção desse organismo, que, segundo o seu presidente, tem feito uma “ginástica” para auxiliar os necessitados no pagamento de propinas, transportes, alojamento e alimentação, em particular os alunos que estudam fora dos concelhos onde residem as suas famílias.

Aumento de pedidos de ajuda à Ficase: Mais pressão, orçamento igual

Segundo Felisberto Moreira, a fundação tem conseguido dar resposta ao aumento da pressão a que está sujeita graças a uma reengenharia das ajudas de entidades públicas e privadas nacionais e estrangeiras, consubstanciadas em doações e parcerias. É nesta base que a FICASE recebeu no início de Março 154 toneladas de leite em pó ofertadas pela Cooperação Suíça. A mercadoria, avaliada em 147 mil contos, irá beneficiar quase 90 mil alunos das escolas do ensino básico e jardins-infantis de todo o país e contribuir para melhorar o nível nutricional dos beneficiados.

“A FICASE está a funcionar com o mesmo orçamento do ano passado, mas a responder ao aumento de pedidos de ajuda com um maior esforço de mobilização de recursos. Estamos a contar com a colaboração de Câmaras Municipais e de Ministérios e, paralelamente, continuamos a fechar parcerias com universidades e institutos do ensino superior para o pagamento das propinas dos estudantes. Temos conseguido várias conquistas porque a fundação goza de uma grande credibilidade junto das instituições, incluindo os bancos e escolas do ensino superior”, explica o responsável da FICASE.

O pagamento de propinas, alojamento e transporte a estudantes do ensino básico, secundário e universitário, juntamente com o programa de alimentação escolar são as actividades que consomem o orçamento de quase 1 milhão de contos da FICASE. Em 2014, a fundação gastou mais de metade desse montante (530 mil contos) só com o programa de bolsas de estudos e subsídios de propinas de ensino superior, que beneficiaram mais de 4. 000 alunos. Investiu ainda cerca de 212 mil contos em refeições quentes, que beneficiaram quase 90 mil crianças das escolas do pré-escolar e ensino básico. Os restantes 200 mil contos do orçamento foram destinados ao funcionamento da instituição, compra de materiais escolares, pagamento de transporte, propinas e bolsas a alunos do ensino secundário.

“As despesas com transporte, propinas e kits escolares envolveram mais de 40 mil beneficiários e representaram um investimento de cerca de setenta mil contos, no ano passado. Entregamos kits escolares a 31 mil alunos do ensino básico” acrescenta o Presidente da FICASE. Segundo Felisberto Moreira, a instituição tem conseguido parcerias importantes, nomeadamente com bancos comerciais, empresas de telecomunicações, casas comerciais e escolas do ensino superior, sem as quais seria impossível dar vazão ao aumento de pedidos de ajuda. Essa fundação estatal mobilizou ainda várias parcerias internacionais, que incluem as Nações Unidas, a Cooperação Luxemburguesa, a Cooperação Suíça e ONG’s nacionais e internacionais.

Para este ano, a Ficase funciona com o mesmo orçamento de 2014, mas perspectiva um aumento de pedidos de apoio. Para já, começa a sentir a pressão de famílias afectadas directamente pelo mau ano agrícola e pela erupção do vulcão do Fogo. Mas, como diz Felisberto Moreira, o circuito acaba por influenciar estudantes de todas as ilhas devido a mobilidade das pessoas e a relação de interdependência existente no arquipélago.

KzB

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