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BAD: Futuro de África reside no empreendedorismo e na industrialização 25 Maio 2017

A África, que está a celebrar esta quinta-feira com várias actividades o seu dia - 25 de Maio, precisa de multiplicar esforços para acelerar o seu ritmo de desenvolvimento, aproveitando melhor os recursos locais para impulsionar o empreendedorismo e impulsionar a sua industrialização. Este apelo foi feito por várias individualidades presentes na 52ª Reunião Anual do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que termina no próximo dia 26 - decorre desde o dia 22, em Ahmedabad, na Índia.

BAD: Futuro de África reside no empreendedorismo e na industrialização

"O empreendedorismo é o motor e o espírito que impulsiona o setor privado e o crescimento económico de África", disse Angela Lusigi, assessora de políticas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em África, presente na sessão anual do BAD, onde este lançou o documento AEO – 2017 Economic Outlook Africano.

Fundamentou Lusigi, citada pela Onu News, que aumentar o valor do empreendedorismo e do setor privado era a melhor maneira de se aproveitar dividendos democráticos no continente negro. A pensar nisso, aquela responsável argumentou que a educação africana deve se afastar da teoria para inculcar habilidades práticas, apoiar o aprendizado e impulsionar a indústria.

Referindo-se ao lado financeiro, Angela Lusigi defendeu que o foco deve ir além das receitas fiscais e da assistência externa aos recursos gerados internamente para o desenvolvimento acelerado da África.

No encontro da Índia foi também apreciado o documento - Produzido pelo BAD, pelo Centro de Desenvolvimento da OCDE e pelo PNUD. A publicação contém projecções e análises sobre tendências macroeconómicas, financeiras e comerciais de desenvolvimento social e humano, bem como estatísticas para o continente. Inclui também perfis de países aprofundados que analisam a evolução económica recente e realça as principais questões de política que enfrentam cada um dos 54 países africanos.

Crescimento e constrangimentos

Segundo realçou o Onu News, o principal relatório mostra que o crescimento real do PIB em África desacelerou para 2,2% em 2016, devido principalmente à queda contínua dos preços das commodities (mercadorias que não sofrem processos de alteração) e ao fraco crescimento económico global.

Precisa o documento que o Leste da África foi a região de mais rápido crescimento com 5,3% de crescimento do PIB real, seguido do Norte do continente com 3%. O crescimento em outras regiões foi pobre, variando de um mínimo de 0,4% na África Ocidental - condicionado pela recessão na Nigéria- para 1,1% na África Austral, com a África do Sul, a maior economia da região, registando apenas 0,3% de crescimento.

O relatório afirma que, com sectores privados dinâmicos, espírito empresarial e vastos recursos, a África tem potencial para crescer mais rapidamente e de forma mais inclusiva.

Desafios e perspectivas

Em termos de perspectivas para os próximos tempos, o relatório referido espera que o crescimento médio do continente aumente para 3,4% em 2017, assumindo que a recuperação dos preços das commodities é sustentada, a economia mundial é fortalecida e as reformas macroeconómicas internas estão enraizadas. Projecta que, em 2018, espera-se que o crescimento se consolide, crescendo 4,3%.

No entanto, o presidente do BAD, Akinwumi Adesina , que adotou o rótulo de "Otimista em Chefe em África", observou que, além das médias, as economias africanas permaneceram resistentes a ventos contrários e choques externos, citando países como a Costa do Marfim, Etiópia, Quénia, Tanzânia e Senegal, que registaram taxas de crescimento variando de 6% a 8% ou mais. Concluiu que, de entre outros factores positivos, a África tem as economias de mais rápido crescimento no mundo, bem como a população mais jovem. Para Akinwumi Adesina, a verdadeira questão que se levanta é saber o que fazer com os jovens e como desenvolver a sua capacidade de desbloquear o seu empreendedorismo e de como a África pode tirar o proveito da sua diversidade em termos de matérias primas e culturas.

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