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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

BMW e Mercedes querem “revolucionar” parque automóvel de Cabo Verde 01 Agosto 2010

A BMW e a Mercedes estão prestes a abrir portas na Cidade da Praia. Duas representações, duas marcas de automóveis consideradas de “elite” e que chegam a Cabo Verde com o intuito de “revolucionar” o parque automóvel do país. A BMW vai ter uma representação oficial, com ligação directa à fábrica alemã. A Peugeot também entra no mercado com representação oficial a partir da fábrica na França. Só a Mercedes terá concessionário oficial da marca a partir de Portugal.

BMW e Mercedes querem “revolucionar” parque automóvel de Cabo Verde

A apresentação oficial está por dias, mas A Semana sabe que a BMW projecta a construção de um stand na Achada Grande Trás, junto à central dos contentores. Para já vai abrir portas na Achada de Santo António, onde os carros vão ficar expostos.

“Tal como a marca obriga, teremos assistência pós-venda, assistência técnica e venda de peças”, explica um dos administradores que, por enquanto, prefere o anonimato. Os carros virão directamente da fábrica de Munique, Alemanha, para Cabo Verde, os primeiros “devem chegar em menos de dois meses”. E o stand será inaugurado em três meses, garantiu.

Segundo a mesma fonte, a ideia de trazer a BMW para Cabo Verde, consolida-se na sofisticação do mercado e na paixão que o cabo-verdiano nutre por uma “boa máquina”, e a BMW corporiza esse ideal. É uma “marca de prestígio”. “São carros que ficam na memória de qualquer um, ultrapassam os limites da performance, com linhas dinâmicas e jovens, de muita duração e a um preço muito competitivo”.

Este futuro administrador da BMW adianta que os carros que vêm para Cabo Verde “têm uns ajustes para o mercado africano, ou seja, suspensão reforçada, o filtro de partículas também é reformulado para se adaptar às especificidades dos combustíveis em África”.

A representação está na mão de quatro sócios – três residem em Cabo Verde e o outro é emigrante nos Estados Unidos – que investiram cerca de 100 mil contos. “Queremos revolucionar o parque automóvel cabo-verdiano”, assume este gestor.

Mercedes e Peugeot na Achada de São Filipe

Também a Peugeot terá representação oficial nas ilhas. Vai importar os carros directamente da fábrica, na França. E aqui também as viaturas são “tropicalizadas”, ou seja, carros “devidamente adaptados às características do país”, esclarece o director‑geral da Hiper-Peças, Mário Amaro.

A Peugeot terá uma frota mais ligeira e comercial, para determinado tipo de clientes. Já a Mercedes, de que a mesma empresa é concessionária a partir de Portugal – a marca não permite representação oficial a partir da fábrica alemã –, terá à venda todos os modelos.

“Não vamos ter todos os modelos disponíveis no início mas o tempo vai permitir perceber em quais vamos apostar mais”, adianta Mário Amaro. A primeira frota da Mercedes já se encontra na alfândega cabo-verdiana e as portas do stand serão abertas a 3 de Setembro, na Achada de São Filipe, onde já funciona, desde Junho, a oficina, um sector de bate-chapas e pintura, e o stand de vendas de peças e pneus.

“A Mercedes é uma marca Premium, mas ainda assim os preços que vamos praticar em Cabo Verde não diferem muito dos que vigoram na Europa. Conseguimos valores competitivos para Cabo Verde e acreditamos que há mercado para esta marca”, garante o director-geral que também quer que este carro alemão enforme o parque automóvel de serviços públicos e privados mais exigentes em termos de imagem. “Queremos revolucionar o parque automóvel de Cabo Verde”, admite.

Mário Amaro adianta ainda que o objectivo da Hiperpeças passa por “ser a maior empresa de Cabo Verde no retalho automóvel”. Como explica, além das marcas que representa, a empresa quer ser um “concessionário multimarca” que no futuro, quem sabe, “pode abrir representações noutras ilhas do país”.

Com um investimento de três milhões de euros, Mário Amaro revela ainda que a sua empresa está a negociar a representação de uma terceira marca, “mas só com modelos todo-o-terreno”. A Empresa tem uma sócia portuguesa, com 30% das acções, os restantes 70% estão divididos por empresas cabo-verdianas.

Isabel Marques Nogueira

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