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Balanço do 1º ano da governação do MpD: Líder da oposição diz que foram 12 meses sem visão e solução para os problemas do país 22 Abril 2017

O país encontra-se perante um governo sem visão e solução para a tão propalada felicidades que prometeu aos cabo-verdianos durante a campanha eleitoral. Esta é forma como a líder do maior partido da oposição, Janira Hopffer Almada, qualificou (ver a comunicação na íntegra na rubrica Registos deste jornal) os 12 meses da governação do actual governo de Ulisses Correia e Silva, durante uma conferência de imprensa que promoveu, esta sexta-feira, na Praia.

Balanço do 1º ano da governação do MpD: Líder da oposição diz  que foram 12 meses sem visão e solução para os problemas do país

« O que o PAICV esperava, francamente, era que, em 12 meses, pelo menos em relação aos compromissos assumidos no Programa de Emergência e em relação às questões prioritárias, como o emprego e a segurança, já houvesse sinais de que, com a actual Governação, se estaria a trabalhar para melhorar a situação», questionou a presidente do PAICV.

A par do disparo do desemprego de 12,6 % em 2015 para 15% em 2016, Janira Hopffer Almada sublinhou que o PAICV está altamente preocupado com a sustentabilidade macroeconómica do País. Tudo, segundo ela, por causa da derrapagem orçamental e o endividamento interno que aumenta a olhos vistos, segundo as recentes Contas Trimestrais do Estado entregues ao parlamento.

Referindo-se ao novo modelo de governação e a mudança da forma do exercício do poder político anunciados para o país, a líder do PAICV considerou que «se traduziu na mais dura partidarização (da administração pública) de que se tem memória em Cabo Verde», tendo, neste capitulo destacado, entre outros aspectos, a TACV que já beneficiou, nos últimos 12 anos e sem resultado à vista, de entradas directas de dinheiro do Tesouro Público na ordem dos 164 mil contos.

Detendo-se sobre o polémico dossier Chã das Caldeira no Fogo, a presidente do PAICV questiona que, passados 12 meses, os cabo-verdianos querem saber «por que razão a população de Chã se sentiu obrigada a manifestar-se tantas vezes, acusando o Governo de um absoluto abandono, e levando o próprio Primeiro-Ministro a assumir o falhanço na resolução dos problemas, quando decidiu chamar a si, a gestão direta deste Dossier».

Ainda na sua avaliação do primeiro ano de mandato do governo de Ulisses Correia e Silva, Janira Hopffer Almada falou do «Estado Social prometido que não passou de discurso», isto diante de cortes nas verbas do OGE e programas para a área social - o Programa Casa para Todos é um deles.

O chefe dos tamabarinas analisou também a segurança interna, que, na sua óptica, «não tem merecido, por parte deste Governo, a atenção devida, resumindo-se a actuação governamental a declarações e anúncios de medidas que, no fundo e na verdade, não deixam de ser pronunciamentos avulsos, sem qualquer integração. «Prova disso é que, até este momento, não se tem quaisquer indicadores de resultados e de impacto esperados», sublinhou.

«A nível da Política Externa do País, regista-se, com preocupação, a atitudes e iniciativas que indiciam algum amadorismo e ligeireza no tratamento de questões diplomáticas sérias, com pronunciamentos avulsos e sem a necessária ponderação ou fundamentação, com o não envolvimento devido dos outros sujeitos políticos e com a não auscultação da própria sociedade, não acautelando devidamente os interesses nacionais, não amadurecendo convenientemente as decisões e deixando, por muito tempo, vagos os postos diplomáticos», analisa a líder do PAICV, que apela ao Governo de Ulisses Correia e Silva a se empenhar mais « para que as soluções prometidas deixem de ser letra morta e se transformem na prática real» (ver comunicação na integra na rubrica Registos deste site).

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