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“Barão” da droga brasileiro detido após 30 anos e várias plásticas 04 Julho 2017

O traficante Luiz Carlos da Rocha, um dos mais procurados na América do Sul, escapou durante trinta anos às garras da polícia, após realizar várias operações plásticas para mudar de rosto (fotos).

“Barão” da droga brasileiro detido após 30 anos e várias plásticas

Em nota desta segunda-feira 3, a Polícia Federal informou que a detenção de Luiz Carlos da Rocha aconteceu neste sábado, 1 no quadro da Operação Spectrum — espectro ou fantasma, em referência ao líder da organização criminosa que vivia discretamente e nas sombras.

Tido como um dos últimos “barões da droga” no Brasil ainda em liberdade, “reconhecido no meio policial pela experiência internacional, transcontinental e com larga rede ilegal de relacionamentos, desviando-se das investidas policiais há quase 30 anos” as condenações proferidas pela Justiça Federal contra o "Cabeça Branca" somam mais de 50 anos de prisão.

Empreendedores do narcotráfico internacional

Segundo a agência Brasil, o grupo liderado por Rocha operava como uma estrutura empresarial, com centros de produção e distribuição multinacionais. Desde a Bolívia, Peru, Colômbia, Paraguai e Brasil até aos grandes centros de consumo, de cocaína na Europa e Estados Unidos.

As investigações identificaram Rocha como um dos principais fornecedores de cocaína, responsável pela introdução de 5 toneladas de cocaína por mês no Brasil, onde uma parte era consumida e o grosso era exportado para os grandes centros de consumo mundial.

Segundo a PF, a cocaína era transportada em aviões de pequeno porte que partiam dos países produtores — Colômbia, Peru e Bolívia — com sobrevoo do espaço aéreo venezuelano. Chegados ao destino, em fazendas no Brasil, na fronteira entre os estados do Pará e de Mato Grosso, a cocaína era colocada em camiões e outros veículos com fundos falsos, especialmente preparados para o transporte da droga.

Operação Spectrum

As investigações indicam que o tráfico internacional de drogas rendeu a Rocha, o "Cabeça Branca" (alcunha com que passou a ser conhecido, após uma cirurgia que lhe tirou a aparência morena), uma soma de 100 milhões de dólares (c.10 mil milhões CVE), em fazendas, casas, aeronaves, diversos imóveis e veículos de luxo no Brasil e em outros países, registados em nome de “testas de ferro”, bem como em contas bancárias em paraísos fiscais, elementos que serão objeto da segunda fase da operação.

A operação prosseguiu com cerca de 150 policiais federais que detiveram 24 indivíduos, acusados de crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, associação para o tráfico, falsificação de documentos públicos e privados e organização criminosa, com penas acima de 20 anos de prisão.
Segundo a PF, o nome da operação, derivado do latim, significa espectro ou fantasma. É uma referência ao líder da organização criminosa, Luiz Carlos da Rocha, que vivia discretamente e nas sombras, “reconhecido no meio policial pela experiência internacional, transcontinental e com larga rede ilegal de relacionamentos, desviando-se das investidas policiais há quase 30 anos.”

Fontes: Agência Brasil. Foto Le Monde

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