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Barragem de Banca Furada recebe primeiras chuvas 02 Outubro 2015

A barragem de Banca Furada, em São Nicolau, recebeu esta quinta-feira as primeiras chuvas, para alegria dos agricultores e criadores de animais desta ilha agrícola. Inaugurada a 26 de Junho do corrente ano, esta infraestrutura hidráulica era a única ainda sem água. O delegado do Ministério de Desenvolvimento Rural (MDR), Adilson Melício, revela que por volta das 14 horas, a água já recolhida pela barragem chegava aos quatro metros de altura.

Barragem de Banca Furada recebe primeiras chuvas

As chuvas começaram a cair na ilha de Chiquinho durante a madrugada desta quinta-feira, mas ganharam intensidade ao longo da manhã. Por esta altura, eram várias as cachoeiras que se tinham formado nas rochas. Na cidade da Ribeira Brava, as cheias trouxeram escombros para as estradas, mas não há notícia de estragos. Os sanicolauenses estão a utilizar as redes sociais para partilhar fotos da queda das águas um pouco por toda a ilha.

Para o delegado do MDR na ilha, Adilson Melício, a queda das chuvas é uma boa notícia para São Nicolau. “Era a única ilha onde ainda não tinha chovido. Temos informações de que a precipitação foi boa na Ribeira Brava, Queimada e no interior. Por volta das 14 horas, a barragem de Banca Furada já estava com cerca de quatro metros de água e continuava a entrar mais água. Era a única barragem ainda sem água”, pontua.

A barragem de Banca Furada foi projectada para armazenar 300 mil m³ de água, tem capacidade para irrigar uma área de 35 hectares de terreno, beneficiar cerca de 200 agricultores locais e gerar cerca de 600 empregos indirectos. Tem 42 metros de altura e 160 de comprimento. Possui um sistema de adução de 3,5 quilómetros e capacidade para bombar para dois reservatórios, um de 1000 m3 cúbicos e outro de 500 m3.

A primeira barragem construída na ilha de São Nicolau contou com o financiamento do Governo, através do Programa de Linha de Crédito Português orçado em cerca de 700 mil contos. Para além de armazenar água das chuvas servirá como ponte pedestre, facilitando, desta forma, a circulação segura de pessoas e bens da comunidade de Fajã.

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