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Boa Vista atingirá perto de 10 mil quartos até 2022 23 Junho 2016

A ilha da Boa Vista deverá chegar perto dos 10 mil quartos em 2022. Este número representa, segundo as recentes estatísticas do INE, um crescimento exponencial em relação aos actuais 2.438 quartos. O impacto será enorme na economia local e de Cabo Verde em geral.

Boa Vista atingirá perto de 10 mil quartos até 2022

O crescimento do número de quartos na segunda ilha que mais turistas recebe a seguir ao Sal, segundo os “Resultados da Estatística do Turismo” do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) referente ao 1º trimestre 2016, será exponencial nos próximos anos. Dos 2438 quartos actuais, a Boa Vista deverá atingir os 3.908 quartos em 2017 e os 5.739 em 2018, isto com base nos investimentos já iniciados e nos projectos que irão arrancar nos próximos tempos.

Conforme as projecções da SDTIBM – Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas da Boa Vista e Maio, as perspectivas para 2019 são de 8.538 quartos, para 2021 de 9.738 quartos. Com uma taxa de ocupação estimada em 70%, o número de turistas que visitam a ilha deverá dar um salto de 175.536 este ano, com aumentos contínuos pelo meio, chegando aos 701.136 em 2022.

Os dados a que o Cifrão teve acesso mostram que, por arrastamento, o número de noites vendidas na ilha das Dunas poderá aumentar de 1.228.756 em 2016 para 4.907.952. O emprego directo gerado cresce de 1512 para 6038 e indirectos de 665 para 2.657. Já o volume de negócios subirá de 8.129.300 contos para 32.470.519 contos em igual período, enquanto que as despesas com os salários, calculados segundo a média de 450€ por empregado, aumentarão de 1.296.042contos para 5,176.728 contos.

O Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) sobre o turismo, que deverá render aos cofres do Estado 1.229.395 contos este ano, aumentará para 4.870.577 contos daqui a seis anos. As receitas com a emissão de vistos (os turistas pagam dois mil escudos cada), actualmente estimadas em cerca de 351.072 contos, aumentarão para 1.402.272 contos. A taxa turística de 220 escudos, que foi muito contestada sobretudo por operadores, deve render 270.325 contos agora em 2016 e ascenderá a 1.079.749 contos em 2020.

A Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) também vai beneficiar e muito com este crescimento do turismo na ilha da Boa Vista. Por exemplo, a taxa de passageiros – 1.650 escudos – que deverá render 289.634 contos este ano, disparará para 1.156.874 contos em seis anos. A empresa também verá os seus ganhos com a taxa de aterragem, estacionamento e decolagem de aeronaves aumentar de 244.719.614 CVE este ano para 977.473 contos em 2020. Já a empresa CV Handling, que deverá arrecadar cerca de 301.085 contos este ano, verá as suas receitas directamente dependentes do turismo na Ilha a aumentar para 1.202.611 contos.

Com isso, as receitas para o Estado crescerão de 1.983.357 contos em 2016 para cerca de 7.922.039 contos em 2022. O impacto directo na economia, actualmente de cerca de 1.988.917 contos, passará para cerca de 7.944.247 contos em 2020, enquanto o impacto global será de 3.972.274 contos, aumentando para 15.866.287 contos em 2020.

Intervenção Social

Todos os projectos de investimentos feitos na ilha da Boa Vista começam a traduzir-se em benefícios. Caso, por exemplo, do Grupo Riu Hotels, cuja contribuição para a Previdência Social foi de 770.706 contos nos últimos dez anos. Colaborou igualmente com projectos de apoio à infância em entidades locais do Sal e da Boa Vista, designadamente escolas, hospitais, associações, jardins e centros de acolhimento.

As fontes deste jornal citam, por outro lado, os equipamentos de laboratórios para análises e de radiologia, electrocardiografia e monitor cardíaco com desfibrilador doados ao Centro de Saúde de Sal-Rei, os apoios financeiros concedidos à Clínica Médica Boa Esperança, o alojamento dado à equipa médica África Avanza nas várias campanhas realizadas ao longo dos anos no Hospital dos Espargos. Isto sem contar com o apoio concedido às ONGs ambientais Bios Cabo Verde (Boa Vista) e ao Projecto Biodiversidade (Sal) na protecção de tartarugas, cetáceos e aves marinhas.

Além destes apoios pontuais, as contribuições do Grupo Riu para as Finanças e Municípios nos últimos dez anos atingiram 5.767.225 contos em IVA, 554.784 contos em IUR – Imposto Único sobre Rendimentos, 264.607 em IUP – Imposto Único sobre Património e 847.441 contos de taxa de turismo, totalizando 7.434.060 contos em taxas e impostos.

Em termos de vendas, o RIU revela ter alcançado os 67.539.126 contos. Já os investimentos feitos pelo grupo chegaram aos 25.219.932 contos. De referir que o Grupo Riu em Cabo Verde conta com quatro empreendimentos, o Riu Funana (500 quartos) e o Riu Garopa (572 quartos) dois na ilha do Sal, o Riu Karamboa (750 quartos) e o Riu Touareg (881 quartos) na Boa Vista.

Este grupo, que existe desde 1953, tem como sócios a família Riu (50%) e a Tui (50%). O Grupo Riu possui 104 hotéis em 18 países. Responde por 95 mil camas e 28 mil trabalhadores, enquanto o Tui é o maior operador turístico integrado do mundo, tendo transportado mais de 30 milhões de turistas, em 147 aviões e 13 cruzeiros. Realiza 53 voos no inverno e 31 no verão para as ilhas do Sal e da Boa Vista.

Carmen e Luís, os actuais CEOs do grupo que estiveram em Cabo Verde para apresentar os projectos do Riu ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, são a terceira geração de gestores do Riu Hotels.

Por: Constança de Pina

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