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Bonecos africanos à conquista do mercado 29 Maio 2016

Bonecos que apresentam características africanas começam a surgir no mercado, contrastando a tendência clássica de bonecas loiras, de olhos azuis e esbeltas. Mas, estes bonecos são os mais caros e ainda não são tão fáceis de encontrar no mercado nacional.

 Bonecos africanos à conquista do mercado

Os cabelos crespos e cacheados, o rosto negro e olhos esbugalhados, representando a determinação e a força de crianças, mulheres e homens africanos. Estas são algumas das características que se pode encontrar nestas bonecas. O preço é, no entanto, alto para quem prefere comparar estas bonecas a uma simples barbie ou um “nenuco”.

Alguns pais preferem que os filhos brincam com estas bonecas de forma a que, desde cedo, aprendam a conviver com as diferenças e a aceitar o outro independentemente da tonalidade da pele. Mas a grande maioria das pessoas opta por coleccioná-las.

Negócios como “Queen of Africa” ou Rainha Africana, numa tradução livre, criado pelo nigeriano Taofick Okoya começam a ganhar maior visibilidade no mercado mundial. Okoya decidiu criar uma linha de bonecas negras, após procurar um presente para a sobrinha e não achar uma boneca que se assemelhasse à criança.

E foram bem aceitas na Nigéria, tanto que as vendas ultrapassaram a barbie. Além de características semelhantes à genética africana, elas transportam no corpo vestes africanas. Sobre o preço destas bonecas, que costuma ser mais caro, o nigeriano explica que isso se deve ao facto de serem feitas por encomenda e personalizadas.

Em Cabo Verde, apesar do interesse, raramente elas são encontradas no mercado. Há bonecos do estilo “nenuco” ou barbies que possuem a pele mais escura, vendidas em lojas chinesas e em boutiques, mas sem outras características mais evidentes dos africanos.

Outras alternativas para contrastar com a tendência de bonecas sempre brancas são as de pano (bonecas de trapo, como são igualmente categorizadas) que artesãs como Ivone Monteiro, da Boa Vista, tentam resgatar do passado e implementar no mercado presente nacional.

O “não discriminar”, ao que tudo indica, ultrapassou as fronteiras humanas e chegou aos brinquedos infantis.

Sidneia Newton
(Estagiária)

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