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Boxe: Maximus é Campeão Africano de Pesos Pesados 11 Dezembro 2017

Júnior Maximus é o novo campeão africano de Boxe em pesos pesados. O pugilista da República Democrática do Congo conquistou o título este sábado, ao derrotar, por pontos, o marroquino Faisal Arrami. O combate aconteceu no Pavilhão Vavá Duarte, na Cidade da Praia.

Boxe: Maximus é Campeão Africano de Pesos Pesados

Há muito que não se via o Pavilhão Vavá Duarte tão cheio de gente! Um público curioso por ver um combate nunca dantes visto por cá. Júnior Maximus e Faisal Arrami disputavam na capital cabo-verdiana o título africano de boxe pesos pesados.

Maximus ligeiramente mais alto, Faisal um pouco mais corpulento. Rostos cerrados, olhos nos olhos, soa o sinal sonoro, o juiz autoriza e lá começa a peleja. Pela frente 10 rounds . Os dois primeiros ainda foram suaves, pode dizer-se de estudo mútuo.

Conforme a imprensa nacional, passada essa fase, depressa Maximus começa a destacar-se. Ataca mais, e começa a acertar sobretudo golpes frontais. Faisal contra-ataca e de quanto em vez também soma pontos.

A partir do sexto round , já se nota uma clara ascendência do congolês sobre o marroquino. Mais um round, mais outro…

No último assalto, e a menos que Faisal conseguisse um KO, já se podia adivinhar que a vitória dificilmente iria se escapar à Junior Maximus.

E a vitória do congolês iria confirmar-se. Maximus ganhou o combate por pontos, para a alegria dele, daqueles que o acompanharam (entre eles treinador, manager , uma irmão, uma irmã) e dos muitos adeptos cabo-verdianos cuja simpatia e apoio ele foi granjeando nas bancadas ao longo da luta.

Ainda no ring , em conversa com os jornalistas, Junior Maximus, eufórico, disse que mostrou o seu talento, mas reconheceu que foi duro. “Sabia que ia ser duro… Não o tinha dito antes, mas isto é boxe, é um negócio… Mas sabia que era um adversário muito forte, muito experiente, que já fez muitos combates. Mas eu lutei, fiz tudo o que era possível. Mostrei o meu talento, está aqui.”

Maximus dedicou o título africano à família, sobretudo à sua irmã que viajou com ele para Cabo Verde, à mãe já falecida e também ao seu treinador. “80 % da vitória pertence ao meu treinador, por tudo aquilo que fez para que eu pudesse chegar aqui hoje” .

A fonte deste jornal descreve que o congolês também deixou uma palavra aos cabo-verdianos “As pessoas aqui são muito simpáticas. Elas me acolheram bem. O público? Muito, muito bom. Trataram bem no hotel, enfim, agradeço ao povo cabo-verdiano.”

A realização do combate africano de pesos pesados em Cabo Verde foi uma ousadia da empresa Green Studio. O PCA Saulo Montrond falou em missão cumprida. “Foi um desafio enorme, um dos maiores desafios da minha vida e olhe que já fiz alguns projectos. Mas, este foi o maior, pela ousadia. Por isso, sinto-me satisfeito. Foi uma logística brutal, conseguimos trazer para Cabo Verde um evento internacional, deste recinto saiu o campeão africano de pesos pesados. Conseguimos mobilizar do estrangeiro cerca de 100 pessoas, só o príncipe do Bahrein com sua delegação foram 40. Trouxemos investidores dos Estados Unidos, do Bahrein. Foi brutal”, disse Saulo Montrod, em conversa com a RCV.

A anteceder ao combate africano, registaram-se três combates com pugilistas nacionais de Santiago, São Vicente e Sal.

A assistir o combate que dava direito ao cinturão de pesos pesados da União Africana de Boxe, o maior evento da modalidade alguma vez realizado em Cabo Verde, estavam 3.000 pessoas, entre governantes, empresários e desportistas, assim como 30 convidados provenientes dos Estados Unidos e Dubai, com destaque para o príncipe do Bahrein Khalid bin Hamad al Khalifa. C/RCV

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