LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Brasil: 32 mortos, 122 desaparecidos em dois naufrágios, no Rio Xingu, Amazónia e em Salvador 24 Agosto 2017

Dois naufrágios com 32 perdas de vidas enlutaram o Brasil. Esta quinta-feira, 24, pelo menos vinte e duas pessoas morreram e perto de uma centena são dados como desaparecidos num naufrágio em Salvador, Bahia. Na antevéspera, terça-feira, 22, dez pessoas morreram e 34 são dadas com desaparecidas no naufrágio dum navio com 69 pessoas a bordo, na última etapa do percurso de 22 horas entre Santarém do Pará e Vitória do Xingu.

Brasil: 32 mortos, 122 desaparecidos em dois naufrágios, no Rio Xingu, Amazónia e em Salvador

Segundo o governo do Pará, morreram, na terça-feira, sete adultos, um rapaz de 14, 15 anos e duas crianças. O navio a motor ‘Capitão Ribeiro’ tinha sido notificado em 5 de junho para regularizar o serviço de passageiros, o que segundo as autoridades informaram, na 4ª fª, não aconteceu.

Contam-se 25 sobreviventes e 34 desaparecidos. Dois dias depois do acidente – que se deu em local “bastante distante da margem” do rio, “muito extenso” e com “fortes correntes” —, a Marinha e o Corpo de Bombeiros continuam as buscas por outros sobreviventes.

O navio a motor ’Capitão Ribeiro’ estava a operar clandestinamente, informou na quarta-feira, a autoridade portuária. Segundo esta, a empresa foi notificada no dia 5 de junho, mas não regularizou o serviço.

Testemunho terrível de um sobrevivente

De acordo com sobreviventes, chovia forte na hora do naufrágio. Segundo relatos, uma lona estendida sobre o barco para proteger os passageiros da tempestade, atrapalhou ainda mais quem tentava deixar o barco.

"Vivi momentos terríveis na minha vida. A lona que é amarrada quando chove impediu muita gente de sair. Eu consegui resgatar uma criança de uns 2 anos, mas eu estava sem colete, a criança também", disse o DJ Bruno Costa ao Globo 1.

Um homem "subiu em cima de mim, tirou a criança e rasgou minha camisa. Eu consegui sair desse cara e ele foi para o fundo. Foi aí que consegui me manter na superfície, mas muita gente infelizmente não conseguiu", afirmou Costa, alegando que faltavam coletes salva-vidas.

Comunicação tardia, força da corrente e falta de visibilidade dificultam resgate

Além da falta do equipamento de segurança e da lona, outros fatores atrapalharam o resgate, contribuindo para o elevado número de vítimas.

Um responsável da equipa de resgate afirmou que as autoridades estaduais só tomaram conhecimento do naufrágio mais de dez horas depois, às sete horas de quarta-feira.

"As informações preliminares falavam de 70 pessoas (a bordo), aproximadamente. Isso (o naufrágio) deve ter ocorrido pela parte da noite, mas a informação só chegou à parte de Segurança Pública às 7h".
Foram então acionados os meios marítimos e aéreos — "dois aviões com técnicos da Defesa Civil, reforço de mergulhadores e um helicóptero" para o trabalho de resgate.

"Temos uma balsa, que também dá atendimento hospitalar no local da ocorrência", informou o chefe de bombeiros, Lima, acrescentando: "As dificuldades quando se trata de resgate fluvial são a questão da visibilidade e a correnteza".

Salvador, Bahia

Segundo o governo do Estado da Bahia, morreram vinte e duas pessoas no naufrágio que ocorreu às seis e meia desta quinta-feira (mais duas horas em Cabo Verde) na Baía de Todos os Santos, no litoral baiano. A embarcação transportava 129 pessoas quando se deu o afundamento, cujas causas ainda são desconhecidas.

As autoridades da Bahia referem em nota que registaram 21 sobreviventes, resgatados pelas equipas oficiais de socorro. Contudo, ainda haverá mais pessoas que terão sobrevivido, já que muitas embarcações privadas sairam em socorro dos náufragos.

Fontes: Agência Brasil, Globo

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau