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Brasil : Alimentos apresentam agrotóxicos acima do permitido por lei 02 Novembro 2017

Os operadores económicos cobo-verdianos que importam directamente ou via a outros países produtos alimentares do Brasil devem estar de alerta. É que o grupo Greenpeace - um grupo com sede nos EUA constituído por mais de 2.500 activistas pró-ambiente que actua em mais de 50 países do mundo - esteve nos maiores centros de comercialização de legumes e verduras da cidade de São Paulo e de Brasília para avaliar como anda a alimentação do brasileiro. Segundo o plataforma O Eco, a análise, feita pelo Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Biológico de São Paulo, mostrou o que qualquer um que acompanha os testes feitos pela Anvisa já sabem: as verduras e frutas na mesa do brasileiro contém resíduos de agrotóxicos acima do limite máximo permitido e uso de pesticidas vetados pela legislação.

Brasil : Alimentos apresentam agrotóxicos acima do permitido  por lei

Conforme a mesma fonte, foram analisadas 50 amostras de mamão formosa, tomate, couve, pimentão-verde, laranja-pera, banana-prata, banana-nanica, café, arroz integral, arroz branco, feijão preto e feijão carioca. Desse total, 60% continham resíduos de agrotóxicos e 36% apresentaram algum tipo de irregularidade, como agrotóxicos banidos do país, proibidos para a cultura específica ou acima do Limite Máximo de Resíduos permitido (LMR).

Revela o Eco que, das 23 substâncias diferentes encontradas, 10 estão proibidas em pelo menos uma dessas quatro regiões: Austrália, Canadá, Estados Unidos e Europa.

O site acrescente que a avaliação faz parte de um dossiê lançado, nesta terça-feira (31), pela ONG chamado “ Segura este abacaxi”, que traz uma análise da agricultura brasileira. Segundo a ONG, um modelo de agricultura baseado em agroecologia “pode aumentar a produtividade agrícola e a segurança alimentar; melhorar a renda de agricultores familiares; e conter e inverter a tendência de perda de biodiversidade e outros impactos gerados pela agricultura industrial”, refere a mesma fonte.

É de recordar que o Greenpeace resultou de grupo formado por 12 ecologistas, jornalistas e hippies, que se reuniram-se em 1971 para protestar contra os testes nucleares dos EUA na costa do Alasca. Depois de 46 anos, o grupo ganhou o reforço de mais de 2.500 pessoas, que trabalham e lutam em mais de 50 países com o mesmo DNA de ativismo e pacifismo. Tudo em defesa do meio ambiente.

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