OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

CENTRALISMO versus BAIRRISMO 07 Setembro 2017

Afinal, o primeiro Presidente da República Independente de Cabo Verde era boavistense, o primeiro Chefe de Governo foguense e tantos outros que lhes socederam ou de demais órgãos decisórios, eram e continuam a ser não nascidos no epicentro das decisões. E isto é que é Cabo Verde! Sotaventistas e Barlaventistas, unidos nas diferenças e nas semelhanças, seja em que sistema for, mas focados no TÔDO, rumo ao continuado desenvolvimento de sustentabilidade.

Por: Silas Leite

CENTRALISMO versus BAIRRISMO

Quem nasceu em Santo Antão, cresceu em S. Vicente, cumpriu serviço nilitar em Santiago, exerceu funções profissionais no Sal e já andou pelas ilhas de S. Nicolau, Boavista, Fogo e até Santa Luzia em excursão, boas razões e mais que suficientes provas tem para demonstrar a sua caboverdianidade a toda largura do terreno. Sim, “sou caboverdiano de corpo e alma”, não onstante as remotas origens genéticas de tetraavôs português e irlandesa pelo lado paterno e trisavôs portugueses pelo lado materno, situação idêntica, aliás, à esmagadora maioria de conterrâneos caracterizados por visível tonalidade mestiça.

O caboverdiano que se preza e no peito leva a satisfação e o orgulho de ter nascido nas terras crioulas, decerto saberá distrinçar o que é CENTRALISMO e o que é BAIRRISMO.

Move-me esta presente iniciativa, o facto de patrícios meus, terem-se escondido na forma de anonimato para covardemente emitirem comentários hostis, de baixo nível e de excessiva natureza bairrista em relação ao artigo “A NATAÇÃO NAS TENTAÇÕES DO CENTRALISMO DESPORTIVO” da minha autoria e aqui publicado. Claro é que não fosse pela distrinça dos dois conceitos, não estaria eu a escrever coisa alguma a anónimos covardes.

É quase certo para mim que não fosse a República de Cabo Verde um país do “devagar devagarinho”, de excessivos atrasos na tomada de decisões no seu sistema centralista, os cidadãos pouco estariam hoje a reivindicar para si a mudança do sistema, caso houvesse celeridade na resposta aos anseios dos seus habitantes e na disponibilização equitativa dos recursos às dependências da administração pública e do sector privado. E o problema, para mim, não está no facto de sermos país arquipelágico, mas sim na nossa forma de trabalhar algo anárquico e de incipiente produtividade.

Seja de que lado for destas ilhas, jamais estarei contra quem, individualmente, desempenhe funções decisórias neste nosso sistema centralista. Afinal, o primeiro Presidente da República Independente de Cabo Verde era boavistense, o primeiro Chefe de Governo foguense e tantos outros que lhes socederam ou de demais órgãos decisórios, eram e continuam a ser não nascidos no epicentro das decisões. E isto é que é Cabo Verde! Sotaventistas e Barlaventistas, unidos nas diferenças e nas semelhanças, seja em que sistema for, mas focados no TÔDO, rumo ao continuado desenvolvimento de sustentabilidade.

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