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Cabo Verde: 2017 sob signo de incertezas 02 Janeiro 2017

Apesar de o Governo de Ulisses Correia e Silva continua a vender a sua marca de ter «solução» para todos os problemas, Cabo Verde entra o 2017 sob o signo de incertezas. É que, feitas as contas, só no ano findo o número de trabalhadores despedidos - S.Vicente é a ilha mais afectada com os 301 trabalhadores dispensados - pode ter aproximado ou ultrapassado a um milhar e o sector privado continua a enfrentar sérias dificuldades.

Cabo Verde: 2017 sob signo de incertezas

Os sinais actuais para o novo ano são poucos encorajadores para o país. A nível económico, ficou o registo das ondas de despedimentos registados nos últimos 9 meses da governação ventoinha e as medidas de políticas que tardam a chegar para animar o ambiente de negócio e o sector privado nacional.

Fazendo as contas, perto ou à volta de um milhar de trabalhadores já foram para o desemprego. Isto se tomáramos em consideração os 301 operários da conserveira Frescomar recentemente dispensados e os cerca de 40 funcionários camarários despedidos nos municípios de Porto Novo, de Tarrafal de S.Nicolau, São Lourenço dos Órgãos e Picos – estes mais por razões politicas. A estes dados somam-se ainda os 100 professores que, em entre Outubro e Novembro de 2016, viram os seus contratos de trabalho rescindidos pelo governo. Como então os próprios teriam denunciado, apesar de terem obtido uma boa avaliação, foram despedidos e para o lugar deles foram recrutados novos professores, muitos com emprego em outros organismos da Administração Pública e sem formação específica para leccionar determinadas disciplinas. Mas há também novos despedidos no Hospital Agostinho Neto e em outras empresas do sector privado, cujo número não foi possível contabilizar neste momento.

Quem já avisou estar preocupada com essa situação é a nova Secretária-geral da UNTC-CS. «A UNTC-CS não pode deixar de denunciar e manifestar a sua enorme preocupação face a alguns despedimentos colectivos já ocorridos, ou que estão em vias de concretização, nomeadamente na Frescomar, em algumas Câmaras Municipais e no Hospital Agostinho Neto», disse Joaquina Almeida, exortando os sindicatos do ramo filiados na mesma central a dispensarem todo o apoio aos trabalhadores visados por tais despedimentos. Apelou ainda ao Governo para «cumprir o seu papel de criar os 45 mil postos de trabalho que prometeu na campanha e não fazer o contrário».

Para alguns analistas, estas dados reflectem o estado actual da nossa economia, que está a crescer de forma branda. Oxalá que as medidas constantes do Orçamento Geral do Estado para 2017 venham a ter reflexos positivos no relançamento do sector privado, que enfrenta sérias dificuldades, com destaque para o acesso a financiamentos junto dos bancos comerciais.

Entretanto, o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva acaba de anunciar que vai dinamizar em 2017 o empreendedorismo para garantir mais emprego jovem e avançar com o processo de privatização – TACV, gestão dos portos e Cabnave – para fazer crescer a economia e melhorar assim o ambiente de negócios em Cabo Verde. Vamos esperar para ver, na esperança que o novo ano seja melhor do que o 2016 para todos os cabo-verdianos.

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