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Cabo Verde com sete casos de paludismo importados 03 Setembro 2015

Cabo Verde registou sete casos de paludismo a nível nacional, desde o início deste ano. Um dos casos foi identificado em São Vicente, outro no Sal e cinco na ilha de Santiago. Todos são importados de países do nosso continente, diz António Lima Moreira, responsável pelo programa integrado de luta contra as doenças transmitidas por vector biológico, problemas de saúde e meio ambiente. Apesar dos trabalhos de vigilância, tratamento de focos de mosquito e o controlo nos aeroportos do país, Moreira pede às pessoas para reforçarem os cuidados de higiene e evitar a proliferação de mosquitos e doenças que podem surgir durante este período do ano.

Cabo Verde com sete casos de paludismo importados

António Lima Moreira diz que o Ministério da Saúde tem um plano activo de vigilância em parceria com Câmaras Municipais, Ministérios, Delegacias de Saúde, Protecção Civil, que vai ser levado à risca até o primeiro trimestre do próximo ano. É que, constata aquele responsável, as autoridades têm verificado que alguns casos de paludismo têm surgido no final e no início do ano seguinte. Porém, ressalva que os sete casos contabilizados deste ano foram detectados antes das chuvas.

Moreira sublinha que os agentes sanitários já estão no terreno, a fim de “atacar” as frentes de larvas. Mas refere que essa luta tem sido árdua, uma vez que há pardieiros e casas abandonados e fechados, o que acaba por atrapalhar o trabalho das estruturas de saúde. Apesar da sensibilização junto das famílias, António Lima Moreira assevera que muitas pessoas não acatam as recomendações dos agentes sanitários, principalmente no que diz respeito aos cuidados a ter com os utensílios e a água estagnada.

Por isso, o responsável pelo programa integrado de luta contra as doenças transmitidas por vector biológico, problemas de saúde e meio ambiente pede às pessoas que colaborem com as autoridades e reforcem os cuidados de higiene para evitar a proliferação de mosquitos e outras doenças, nomeadamente, as diarreicas que surgem durante este período do ano. Recorda-se que no ano passado foram diagnosticados 46 casos, dos quais 24 autóctones e 22 importados. Dos autóctones, dois ocorridos na cidade da Praia resultaram em mortes.

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