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Cabo Verde é destaque no ranking dos países mais resilientes ao choque externo 13 Fevereiro 2016

O Index de Resiliência aos choques externos dos países da África Subsariana, publicado na "Harvard Business Review", coloca Cabo Verde entre as economias mais resilientes aos choques externos na referida região. Cabo Verde foi superado no ranking pelas Maurícias, mas ficou à frente de países como a Nigéria, África do Sul e Namíbia.

Cabo Verde é destaque no ranking dos países mais resilientes ao choque externo

O estudo mapeia os países africanos quanto às suas potencialidades e oportunidades de negócios, bem como orienta os investidores em relação aos melhores mercados para investimentos, tendo em conta a capacidade destes de resistirem aos choques externos.

Numa escala de 0 a 100, os países foram avaliados de acordo com os aspectos socioeconómicos e resistência interna, com um olhar atento sobre a estabilidade política, o risco comercial, diversificação da economia, riqueza e produtividade. Cabo Verde está bem avaliada com quase 80 pontos e fica à frente de potências africanas como a Nigéria e a África do Sul.

“A resiliência está ligada à capacidade dos países em manter a estabilidade económica e política, não obstante os choques externos, devido às fortes bases e reservas internas e auto-suficiência. Ao incorporar ambas análises quantitativas e qualitativas que levam em conta o desenvolvimento histórico e as projecções dos nossos analistas, o Index de Resiliência aos choques externos permite uma compreensão bastante pormenorizado da resiliência do mercado”, explica a reportagem da Harvard Business Review.

No contexto africano, o desafio tem a ver com factores como a drástica redução de bens de exportação como petróleo, cobre e outras matérias-primas no caso africano, para além da redução de importações dos produtos africanos por parte da China. Neste país, a economia regista o mais baixo crescimento dos últimos anos.

Quanto à Europa, para além da crise financeira, tem em mãos uma das mais graves crises humanitárias com a migração forçada das vítimas das guerras em países como a Síria e o Afeganistão, e que aumentam a pressão sobre as economias da região em análise.

O ano passado foi difícil para muitos mercados da África Subsaariana que registaram flutuações cambiais dramáticas, descida nos preços do petróleo e do cobre, a fraca demanda da procura da China e da Europa (maiores parceiros comerciais de África) por terem colocado pressão sobre as economias da região. Foi previsto um crescimento acima dos 5% ano em 2015, mas o crescimento situou-se nos 3 a 4 % ano. As previsões para este ano não devem ser superiores a estes valores.

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