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Cabo Verde é o segundo país do mundo com maior número de ministras 11 Mar�o 2015

Cabo Verde é o segundo país do mundo com o maior número de ministras em 2015. O nosso país é também o primeiro entre os países lusófonos com mais pastas ministeriais assumidas por mulheres. Estes dados são do relatório da União Interparlamentar (UIP), divulgado esta terça-feira,10, em Genébra, Suíça. Segundo o documento, em todo o mundo as mulheres assumem geralmente pastas relacionadas com questões sociais, educação, família e assuntos femininos. Mas em Cabo Verde é diferente. Tem ministra das Finanças, ministra da Administração Interna, ministra do Turismo e Desenvolvimento Empresarial, Ministra das Comunidades, Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, secretária de Estado das Finanças. Isso, sem contar que a número dois do actual Governo é de Cristina Fontes e que outra mulher Janira Almada - a líder do partido no poder- deve em breve guindar para os lugares cimeiros do executivo cabo-verdiano.

Cabo Verde é o segundo país do mundo com maior número de ministras

A nível mundial, 30 países contabilizam pelo menos 30% de mulheres ministras no elenco governamental. Finlândia ocupa o primeiro lugar da tabela (62,5%), Cabo Verde (52,9%), Suécia (52,2%) perfazem a lista dos países cimeiros em que a classe feminina também dá as cartas nos destinos do desenvolvimento local.

Na Finlândia, 10 dos 16 cargos de ministro são ocupados por mulheres, enquanto a Suécia contabiliza 12 ministras em 23 pastas. Particularmente no nosso país até Janeiro de 2015, dos 17 ministérios do Governo de Cabe Verde, nove eram dirigidos por mulheres, de acordo com a União Interparlamentar.

Nos países de língua oficial portuguesa o nosso país está em primeiro lugar. Seguem-se Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Angola, Brasil, Timor-Leste, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe. A UIP destaca também que, a nível regional, Cabo Verde é o país de África com maior número de ministras, seguido pela África do Sul, com 41,7% e o Ruanda com 35,5%.

A nível geral a 18.ª posição no `ranking` é ocupada pela Guiné-Bissau com 31,9% de ministras, sendo que cinco dos 16 ministérios são dirigidos por mulheres. Portugal e Moçambique ocupam a 24.ª posição, com 28,9% de mulheres no Governo. O país de Camões tem quatro ministras entre 14 governantes, enquanto Moçambique tem oito.

Angola está no 37.° lugar da classificação mundial, com apenas oito dos 36 postos de ministros a serem ocupados por mulheres, o que corresponde a uma percentagem de 22,2%. Brasil, está na 52.° posição, com seis mulheres entre os 39 ministérios( 15,4%) . Segue-se Timor-Leste, no 62.° Posto, com 12,5% de mulheres ministras, o que equivale a dois ministras entre as 16 pastas.

Guiné Equatorial ocupa o 73.º lugar, com 8,7% de ministras e São Tomé e Príncipe o 76.º lugar, com 7,7%. A Guiné Equatorial contabiliza quatro mulheres ministras para 46 ministérios. Já São Tomé e Príncipe tem uma ministra entre 13 ministérios.

Segundo o relatório da IUP, as mulheres assumem geralmente pastas relacionadas com assuntos sociais, educação, família e assuntos femininos. Diz ainda no mundo, há 19 mulheres presidentes, o maior número registado até hoje enquanto 15,8% ocupam o cargo de presidente de parlamento.

Entretanto apesar desses dados, Phumzile Mlambo-Ngcuka, directora da ONU mulheres, apelou a mais compromissos e novos investimentos no quadro do programa de Pequim, adoptado em 1995, para a emancipação da classe femenina. "Se os dirigentes actuais se concentrarem na igualdade dos sexos, se começarem a cumprir as promessas feitas há 20 anos, a igualdade entre homens e mulheres poderá ser uma realidade em 2030", disse em comunicado.

CD

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