POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Cabo Verde é uma Nação com dois “Estados”: De esperança para o PAICV mas em emergência aos olhos do MPD 27 Julho 2015

Arranca hoje, a última sessão deste ano parlamentar. Um momento crucial da política cabo-verdiana onde o desempenho do Governo de José Maria Neves será esmiuçado. É a fase em que a situação (PAICV) vai colocar as cartas na mesa e gabar-se do bom desempenho do seu executivo. Enquanto a oposição (MPD e UCID) vai puxar da manga as que, a seu ver, mostram os falhanços deste Governo. Um único Estado, mas que entretanto é visto de duas formas antagónicas: O PAICV vê aos olhos do seu líder parlamentar, Felisberto Vieira, uma “Nação confiante e com grande auto-estima tanto no país como na diáspora”. Já o MPD declara na voz do seu primeiro homem no parlamento, Elísio Freire, o “estado de emergência no mundo rural e crítico a nível nacional”. Os dois líderes falaram à imprensa em balanço aos trabalhos de preparação desta sessão parlamentar. O ponto alto será o debate sobre os Estado da Nação.

Cabo Verde é uma Nação com dois “Estados”: De esperança para o PAICV mas em emergência aos olhos do MPD

Um Cabo Verde “com mais certezas do que dúvidas quanto ao futuro” é o que o líder do PAICV (poder), Felisberto Vieira, vê quando analisa o estado da Nação cabo-verdiana. Do ponto de vista do capital humano, o avanço é “extraordinário”: Apontou como argumento os mais de 20 mil estudantes no ensino superior e com uma penetração que se aproxima da União Europeia. Igualmente mencionou os programas sociais como parte dos grandes ganhos do executivo de José Maria Neves. Por estes e outros argumentos, Vieira concluiu que a democracia cabo-verdiana “está consolidada”. Entretanto reconheceu três grandes desafios que ensombram o desenvolvimento de Cabo Verde: Desemprego, pobreza e desigualdades sociais. Não obstante advoga que para já temos uma “Nação confiante e com grande auto-estima que no país quer na diáspora”.

Quando questionado sobre a onda de greves que se assiste no país, afiançou a legitimidade e o direito dos sindicatos em convocar “as greves que acharem convenientes” para a melhoria das condições dos trabalhadores. Destacou entretanto o facto do seu Governo ter conseguido fazer aprovar dois Acordos de Concertação Estratégica para a legislatura. Defendeu o Governo realçando que “há motivações outras neste período pré-eleitoral”. A TACV é outra questão que preocupa (principalmente devido ao aumento da tarifa para os Estados Unidos). Felisberto Vieira diz-se confiante que se vai retomar a tarifa “normal”.

Para o MPD o estado é de emergência

Já o MPD (líder da oposição) vê com menos optimismo o futuro do país e declara o “estado de emergência no mundo rural e crítico a nível nacional”. O líder do grupo parlamentar do MPD, Elísio Freire, quer desmontar o entusiasmo do PAICV, afirmando que “toda a governação tem resultados para apresentar”. No entanto defendeu, em jeito de acusação, que “os resultados devem ser apresentados de forma global e não por se ter feito uma ou duas coisas bem”.

Mesmo após ter investido 550 milhões de contos o resultado da governação de José Maria Neves é para Freire a maior taxa de desemprego e menor média de crescimento económico dos últimos 25 anos; aumento claro de impostos e taxas diminuindo o seu poder de compra dos cabo-verdianos; clima de instabilidade e intranquilidade nas principais instituições do país e regulações não aceites nem acatadas. Quanto às greves lembrou que o Governo deve arcar com as responsabilidades firmadas em concertação social e cumprir com aquilo que prometeu. Pelo que advoga que o executivo de Neves deve ser responsabilizado “pela situação em que chegou o país”.

Sanny Fonseca

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