LEGISLATIVAS 2016

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Cabo Verde em campanha eleitoral 03 Mar�o 2016

Está dada a largada para mais uma campanha eleitoral, que vai renovar o Governo e o Parlamento. Comícios, carreatas, colagem de cartazes, fixação de outdoors e pendões nas ruas marcaram o arranque em flecha, desde as zero horas de hoje, para as eleições legislativas de 20 deste mês, no país e na diáspora.

Cabo Verde em campanha eleitoral

Com isso, Cabo Verde está a viver um momento político particular da sua história. O povo cabo-verdiano é, mais uma vez, chamado às urnas para exercer o seu direito e dever de cidadania, escolhendo livremente os 72 deputados da Nação e, consequentemente, o novo Governo da República.

O pleito de 20 deste mês representa o começo de um novo ciclo político, que prossegue com as eleições autárquicas no início do segundo semestre deste ano e as presidenciais no final do ano. As três eleições de 2016 acontecem 25 anos depois das primeiras eleições multipartidárias do país e, com a maturidade da cidadania, espera-se que a disputa política venha a decorrer num clima de tranquilidade e com o maior civismo possível.

Esta prova política, de grande fôlego para o país, conta com a participação de seis partidos políticos – PAICV, MpD, UCID, PSD, PTS e Partido Popular. O contar das espingardas começou sobretudo a partir de hoje, com o arranque oficial da campanha em todo o país e na diáspora. A julgar pelas primeiras movimentações de terreno, o duelo vai ser sobretudo entre os dois partidos do arco do poder: o PAICV, que governa desde 2011, e o MpD que já tem 15 anos na oposição. Tudo indica que em causa vai estar a continuidade com nova agenda económica ou a mudança do actual Governo.

Agenda dos partidos

O PAICV, liderado por Janira Hopffer Almada, vai permanecer esta semana em Santiago. Abriu a sua campanha com uma concentração nas sedes de campanha, actividades de mobilização, colagem de cartazes, fixação de «outdoors» e pendões em todos os Círculos Eleitorais. Em Santiago Sul, está prevista, por volta das 17 horas desta quinta-feira, uma marcha com concentração na Rotunda do Centro Social 1º de Maio, seguida da participação da presidente do partido no debate da RTC com o líder da UCID. Estão ainda agendados dois comícios: um em Alto Solarine de S.Vicente e o outro nos Mosteiros da ilha do Fogo.

Já a nível do maior partido da oposição, a agenda do primeiro dia da campanha está mais centrada nas deslocações do seu líder. Ulisses Correia e Silva participa na manhã desta quinta-feira numa mega aula de ginástica, a qual começa com a concentração junto ao espaço "Freedom" e termina na-Quebra Canela, onde o candidato deve conceder uma entrevista. Sobre esta, a direcção da campanha não revelou com quem ou a que órgãos da comunicação social ele vai falar.

A partir das 10H30, o presidente do MpD estará de visita ao Concelho de São Domingos. Depois de uma recepção em Milho Branco, vai estar em contactos porta a porta nas localidades de Castelo Grande, Porto Abaixo, Centro Praia Baixo, Achada Baleia, Moia Moia, Baía Cobão de Santana, Achada Lama e Portal Capela. A visita de Ulisses Correia e Silva a São Domingos culmina, por volta das 17H30, com um encontro com os moradores de Vale da Custa.

A UCID programa abrir a sua campanha eleitoral com uma conferência de imprensa, a partir das zero horas, frente à Assembleia Nacional, na Praia. Depois disso, os seus candidatos e apoiantes vão realizar o porta-a-porta nos vários círculos do país. O seu presidente justifica que não tem sido hábito da UCID fazer a abertura oficial da campanha eleitoral. « Por outro lado, estamos a respeitar escrupulosamente aquilo que está estabelecido na lei que regula o barulho", avança António Monteiro aos órgãos de comunicação social.

O Partido Popular começa, por seu turno, com «uma pequena passeata de carros pelas principais ruas da cidade da Praia». À tarde prossegue com a divulgação do programa político e da agenda do partido junto dos eleitores de Santiago Sul. Amândio Barbosa Vicente assegura que o PP vai apostar na campanha porta a porta e que não pretende realizar comícios nas zonas.

Em relação aos outros dois pequenos partidos, desconhecemos a sua agenda para o arranque oficial da campanha– porque foram em vão os esforços feitos por este jornal para ouvir a direcção do PSD e do PTS. Entretanto, estando as seis formações políticas concorrentes já na estrada, espera-se que a campanha política entre elas venha a decorrer num ambiente de paz e civismo em prol do desenvolvimento de Cabo Verde.

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