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Cabo Verde lidera acesso à Internet na África lusófona 25 Setembro 2015

Cabo Verde é o país africano lusófono com maior acesso à Internet e o segundo na ligação à banda móvel entre todos os Estados de língua portuguesa. O relatório "Estado da Banda Larga", divulgado esta semana em Genebra pela agências da ONU, indica que 40,3% dos cabo-verdianos estão ligados à Internet (102º lugar a nível mundial), seguido de São Tomé e Príncipe, com 24,4%, Angola (24,3%), Moçambique (5,9%) e Guiné-Bissau (3,3%).

Cabo Verde lidera acesso à Internet na África lusófona

Entre todos os países da CPLP, Portugal lidera com 64,4 por cento de acesso à rede, seguido do Brasil, com 57,6 por cento, enquanto em Timor Leste apenas 1,1 por cento da população está ligada à Internet.

Quanto à banda larga móvel, a pesquisa destaca que em cada 100 pessoas, o Brasil tem 78,1 por cento de ligações, seguido de Cabo Verde com 51,3 por cento e Portugal com 45,3 por cento. Angola tem 16,4 por cento das pessoas com banda larga móvel, seguida de São Tomé e Príncipe (9,8%) e Moçambique (3%).

Em relação às residências com Internet nos países em desenvolvimento, o Brasil tem vantagem entre os lusófonos com 48 por cento, ocupando a posição 32, seguido de Cabo Verde (24,8%), Angola (8,6%), Moçambique (6,2%) e Guiné-Bissau com 1,9%.

O documento destaca ainda que menos de dois por cento da população da África Subsaariana tem acesso à rede. A coordenadora da Comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Digital na UIT disse haver sinais preocupantes apesar dos avanços.

O relatório revela que 57 por cento das pessoas do mundo, ou seja 4 mil milhões, continuam desconectadas e não são capazes de aproveitar os benefícios económicos e sociais que a Internet pode oferecer.

c/ VOA

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