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Cabo Verde perde quatro posições no Doing Business 2015 31 Outubro 2014

Cabo Verde perdeu quatro posições no relatório Banco Mundial Doing Business 2015 e ocupa agora o lugar 122 em 189 economias mundiais avaliadas pela facilidade para fazer negócios. Cabo Verde mantém a terceira posição a nível da Comunidade de Países de Línguas Portuguesa (CPLP), atrás apenas de Portugal (25) e do Brasil (120). O nosso país perdeu pontos no item abertura de negócios onde ocupa agora o 78º lugar, contra o 66º do relatório de 2014.

Cabo Verde perde quatro posições no Doing Business 2015

Cabo Verde regista avaliações negativas em quase todos os indicadores chaves, com destaque para a obtenção de crédito, que passa da posição 99 para 104. A nível da obtenção de alvarás de construção está no 114º lugar, acesso a electricidade 133º, protecção dos investidores minoritários 170º e mantém-se o lugar na resolução de insolvência ou seja, excesso de burocracia (189º). Entretanto está a meio da tabela no indicador registo de propriedade (62º) e pagamento de impostos (91º), ocupa o 101º lugar no comércio internacional (101º) e piorou a sua performance a nível da execução de contratos (39º).

Entre os países que falam português, Moçambique registou a maior subida de 15 posições e está agora no 127º lugar na tabela. São Tomé e Príncipe foi o segundo país-membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que apresentou a maior subida, sendo o 153.º mais competitivo do índice, numa melhoria de sete posições face a 2014. Tiveram prestações igualmente positiva o Brasil (melhorou três posições e ocupa agora o lugar 120) e Timor-Leste (dois postos para a 172ª posição. Guiné Bissau recuou três lugares para 179º posição na tabela e Guiné Equatorial, recentemente admitido como membro da comunidade, desceu três posições, ocupando agora o 165º lugar. Portugal recuou duas posições, mas mantém o estatuto de país com o melhor ambiente de negócios da CPLP (25.ª). Angola apresenta a pior classificação (181º), tendo perdido uma posição face à última avaliação.

Para a UCID, a classificação de Cabo Verde é péssima e requer medidas urgentes para evitar a hipoteca do futuro. António Monteiro mostra-se preocupado com o indicador acesso a electricidade, quer a nível da legislação quer de política concretas. É que segundo o líder democrata-cristão, uma empresa precisa de 88 dias para aceder a electricidade. Também a nível do acesso ao crédito às dificuldades não são menores. Já o MpD entende que Cabo Verde precisa de um plano que leve o país à uma posição cimeira no ranking. “Temos tido um desempenho muito mau a nível do ambiente de negócios”, frisa Olavo Correia.

Para este dirigente ventoinha, o Governo não tem um projecto para mudar, por exemplo, a questão do financiamento à economia. O Fundo de Garantia Mútua e o Centro Internacional de Negócios não funciona, o executivo alterou a fiscalidade onerando ainda mais os investimentos, aumentou a dívida pública, o que fez aumentar o risco soberano do país, acrescentou o vice-presidente do MpD, realçando que o Governo está em contra-ciclo em relação ao que se deve fazer para o país possa aceder a mais financiamentos e mais baratos para a economia.

Encabeçam o ranking sobre facilidades para fazer negócios Singapura, Nova Zelândia, Hong Kong/China, Dinamarca, Correia, Noruega e Reino Unido. Na cauda estão, a Líbia (188º) e a Eritreia (189º).

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