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Cabo Verde regista um morto e 50 casos de paludismo 25 Outubro 2016

Cabo Verde registou 50 casos de paludismo e um óbito provocado por esta doença de Janeiro a esta parte. 26 dos casos têm a ver com pessoas provenientes do estrangeiro e 24 são autóctones, indica a nova directora nacional de Saúde. Maria da Luz Tavares Mendonça assevera, porém, que desde 2010 não ocorreu nenhum caso de dengue no país.

Cabo Verde regista um morto e 50 casos de paludismo

Todos os 50 casos de paludismo registados ocorreram na cidade da Praia. Isto contrariamente ao que aconteceu em outros anos, quando a capital do país contabilizou 27 casos e as restantes ilhas, principalmente Boa Vista, Fogo e Maio, constaram das estatísticas.

“Foram registados 50 casos no total, sendo 26 importados e 24 autóctones. Já quanto ao Zika, desde Abril não houve casos positivos, mas as autoridades continuam em vigilância activa”, afirma Maria da Luz Tavares Mendonça, licenciada em Medicina e especialista em Saúde Pública.

Apesar dos diagnósticos de Paludismo, a directora nacional de Saúde afirma que em relação à dengue não houve, desde 2010, quaisquer registos da doença em Cabo Verde. Uma boa notícia que veio confirmar os dados de um estudo entomológico e virológico da dengue divulgado, no ano passado, por investigadores do Instituto Pasteur de Dakar, que concluiu que os mosquitos em Cabo Verde não estavam infectados pelo vírus da dengue.

“Não houve nenhum caso confirmado de dengue. Neste momento os serviços de saúde estão em vigilância activa para as doenças transmitidas por mosquitos e qualquer pessoa com sintomas que caibam dentro da definição de caso, quer seja de dengue, quer seja de Zika ou paludismo, é classificado de suspeito até finalizar a investigação. Neste momento não foi detectado nenhum caso confirmado de dengue”, revela aquele responsável da saúde pública.

Entretanto, Maria da Luz destaca a actuação que as autoridades sanitárias têm feito no terreno para diminuir a prevalência de doenças transmitidas por vectores. Mas lembra que esta tarefa deve ser assumida como uma responsabilidade de todos, pois, conforme ela, os focos de mosquitos muitas vezes são formados e mantidos pelas próprias pessoas nos seus lares.

“Temos feito campanhas de sensibilização, luta anti-larvar, distribuição de folhetos e cartazes e apelos à colaboração dos parceiros e da população. Mas esta campanha é uma responsabilidade de todos — que devem adoptar hábitos simples que ajudam muito. Como, por exemplo, reforçar medidas de protecção individual para evitar a picada do mosquito (colocação de redes nas janelas, fazer a fumigação no domicílio, usar repelentes, entre outras), armazenar a água de forma correcta, tapando todos os recipientes, bidões, tanques, vasilhas, cisternas e outros, evitando assim os criadouros do mosquito vector. E por fim, reforçar ainda o apelo para medidas de limpeza e a manutenção do saneamento do meio”, apela Maria da Luz Tavares Mendonça.

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