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Cabo Verde tem algas com “enorme" valor terapêutico no combate ao cancro 28 Setembro 2015

Uma equipa de investigadores das Canárias concluiu que Cabo Verde tem algas com “enorme" valor terapêutico no combate ao câncer. Os cientistas pesquisaram as algas da ilha do Maio nos últimos dois anos e os resultados são animadores. As 14 espécies de algas analisadas (quatro macro-algas e 10 micro) foram submetidas a testes na procura de substâncias com propriedades antibióticas, fungicidas e antitumorais (com maior sucesso). Dados iniciais já apontam para propriedades que eliminam 50% da população celular nos tumores do pulmão, mama, próstata e colo uterino. O director deste projecto, que se estende à Macaronésia, Rafael Zárate Méndez, já fala “numa indústria pioneira de alto valor acrescentado e com um impacto ambiental quase nulo”.

Cabo Verde tem algas com “enorme

O projecto de investigação transnacional Algabiomac descobriu o potencial terapêutico das algas e as apontam como possíveis novo antitumorais. O trabalho realizado nos últimos 24 meses (2014-2015) pelo consórcio da Fundação do instituto Canário de Investigação do Câncer (ICIC) referencia o valor das algas marinhas da macaronésia -Cabo Verde, Canárias, Açores e Madeira- como fontes de compostos naturais bioactivos contra certos tipos de tumores e “abre as portas a uma exploração industrial e sustentável a grande escala”.

A ilha do Maio entrou no projecto oferecendo a sua biodiversidade. As outras partes proporcionaram capital e conhecimento científico. De realçar que o estudo analisou 14 espécies de algas (quatro macro-algas e 10 micro) que foram submetidas a diferentes técnicas de extracção até se conseguir um total de 98 amostras. Segundo relatório do estudo, em todos os casos foram procuradas substâncias com propriedades antibióticas, fungicidas e antitumorais. Sublinha ainda que foi neste último (antitumorais) onde foram alcançados os resultados mais atractivos.

O director do projecto, Rafael Zárate Méndez, realça que em 13 amostras de ensaios anticancerígenos encontrou-se “actividades inibitórias atractivas de IC50 baixos, concentração que elimina 50% da população celular para tumores de pulmão, mama, próstata e colo”. Daí que o cientista mostra-se optimista com as conclusões do estudo “estes resultados iniciais de citotoxidade sugerem que as espécies de algas poderão ser consideradas como fontes potenciais para novas terapias conta o câncer”.

Reconheceu, entretanto, a necessidade de mais investigação já que estes são os primeiros resultados que ainda precisam de mais desenvolvimento. “Mas parecem estar a apontar na direcção certa”, sublinhou Zárate ,para quem o meio vegetal marinho das ilhas da macaronésia possui “uma imensa riqueza” como fonte alimentar e terapêutico, assim como a sua ampla biodiversidade que precisa ser explorada.

Potencial financeiro

Zárate disse ainda que “temos que tomar consciência de que estamos a portas de poder estabelecer com as Canárias e com o resto da macaronésia uma indústria pioneira de alto valor acrescentado e com um impacto ambiental quase nulo”.
Segundo o estudo ficou confirmado o enorme valor terapêutico das micro e macroalgas das Ilhas de Cabo Verde, Canárias e Madeira.

Sob a “guarida” financeira da União Europeia, o Algabiomac desenvolveu-se com o apoio de quatro parceiros: Fundação do Instituto Canário de Investigação do Câncer (ICIC); Instituo Tecnológico das Canárias (ITC); Associação de Investigação Cientifica do Atlãntico (AICA) e a Câmara Municipal do Maio.

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