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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Cabo-verdianos mobilizam-se para assistir à tomada de posse de D.Arlindo 10 Fevereiro 2015

Dezenas de cabo-verdianos mobilizam-se no país e na diáspora para assistir a investidura de Dom Arlindo Furtado no cargo de Cardeal, que acontece próximo sábado, 14 de Fevereiro. O Governo de Cabo Verde também vai estar presente na pessoa do Primeiro Ministro, José Maria Neves.

Cabo-verdianos mobilizam-se para assistir à tomada de posse de D.Arlindo

Dom Arlindo Furtado Bispo diz que o nosso país vai estar bem representado em Roma e reconhece que a expectativa é enorme entre os cabo-verdianos, independentemente da sua fé, católicos ou não. “É um momento bom para o país e para a nossa história. É um factor que ajuda a congregar os cabo-verdianos, que se identificam com o país perante os acontecimentos históricos que a todos dizem respeito”.

Com este espírito, dezenas de pessoas viajam de Cabo Verde para Roma esta semana. Mas há cabo-verdianos a mobilizarem-se também nos Estados Unidos, Holanda, França, Portugal e Itália. “Serão centenas de pessoas em Roma. Cabo Verde vai estar abundantemente representado e com muita qualidade. Com pessoas com que se interessam pelas coisas da Igreja e do país. Os que não podem estar fisicamente, com certeza estarão lá espiritualmente”, refere.

Entretanto, o Papa Francisco enviou uma carta aos 15 prelados, incluindo D. Arlindo, que vai criar cardeais no consistório de 14 de Fevereiro, para lhes dizer que o cardinalato é uma vocação ao serviço, não um “prémio”. “Manter-se no serviço em humildade não é fácil quando se considera o cardinalato como um prémio, como o culminar de uma carreira, uma dignidade do poder ou de distinção superior”, escreve o Santo Padre.

O documento divulgado pelo jornal ‘L’Osservatore Romano’ recomenda ainda que se celebre a nomeação com espírito de sobriedade, para evitar que nos naturais festejos “se insinue o espírito mundano, que inebria mais do que a aguardente em jejum, desorienta e separa da cruz de Cristo”.

“Muitos irão alegrar-se por esta nova vocação e, como bons cristãos, farão festa (porque é próprio do cristão alegrar-se e saber festejar). Aceitem o cargo com humildade”, pede o Papa, realçando que “ser cardeal significa incardinar-se na Diocese de Roma para dar testemunho da Ressurreição do Senhor, até ao derramamento de sangue, se necessário”.

E termina falando ao coração de cada um dos seus escolhidos. “Adeus, até 14 de Fevereiro. Prepara-te com a oração e um pouco de penitência, que tenhas muita paz e alegria. E, por favor, peço-te que não te esqueças de rezar por mim”, conclui a carta do Papa.

Este é o segundo consistório do actual pontificado, após a criação de 19 cardeais, entre os quais 16 eleitores, a 22 de Fevereiro de 2014.

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