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Cabo-verdianos revoltados com o atraso na emissão de passaporte em Portugal e Países Baixos 24 Agosto 2017

Cabo-verdianos radicados em Portugal e Países Baixos estão revoltados com o sistemático atraso na renovação de passaporte electrónico. Os mais afectados com esta situação, que se arrasta há mais de dois anos, são os trabalhadores que têm perdido ou correm o risco de perder o emprego e os estudantes que enfrentam problema na obtenção de visto e renovação de matrícula nas várias universidades

Cabo-verdianos revoltados com o atraso na emissão de passaporte em Portugal e Países Baixos

Segundo o estudante de Direito Daniel Miranda, a Embaixada de Cabo Verde em Portugal passa mais de três meses para emitir um Passaporte em regime normal, pagando um valor de 60 euros. Já quando o pedido é de urgência, paga-se 110 euros – quase o dobro do normal – mas a entidade diplomática demora mais de um mês para o emitir. Salienta que nos países baixos – Holanda e Luxemburgo – bem como em França, a demora é muito maior na renovação do documento e as autoridades de trabalho e universidades são menos tolerantes com a situação irregular de trabalhadores ou estudantes.

Para Miranda, esta situação arrasta-se há mais de dois anos e está a ter consequências graves na vida dos cabo-verdianos que radicam nos referidos países, especialmente em Portugal, onde existe um grande número de conterrâneos nossos.
Descreve o interlocutor deste jornal que muitos trabalhardes têm perdido ou correrem o risco de perder emprego por não renovação de contrato por causa do passaporte caducado.

« Os estudantes têm passado por problemas graves por dificuldade na renovação de visto e matriculas. Outros cabo-verdianos enfrentam ainda dificuldades na obtenção da nacionalidade e visto para regresso a Cabo Verde por causa da demora na renovação de passaporte», inúmera a nossa fonte.

Daniel Miranda faz questão de realçar que de nada tem servido as reclamações dos nacionais junto da Embaixada de Cabo Verde em Portugal para resolver o problema. É que, segundo a mesma fonte, a representação consular da cidade da Praia em Lisboa tem justificado que não pode fazer a prorrogação do prazo da validade do passaporte por ser de caris electrónico.

« Os cabo-verdianos radicados em Portugal apelam a quem de direito para tentar minimizar ou encontrar uma solução no tocante ao atraso na emissão de Passaporte. Isto por considerarem que há cabo-verdianos que não querem obter outra nacionalidade que não seja a cabo-verdiana, por julgarem ser uma traição à pátria», conclui o estudante de Direito Daniel Miranda.

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